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domingo, 16 de novembro de 2008

Trauma de Torax



Apresentacao PowerPoint - Trauma Torax
CUIDADOS DE ENFERMAGEM NO TRAUMA DE TÓRAX
TRAUMATISMO DE TÓRAX





VIDEOTORACOSCOPIA NO TRAUMA DE TÓRAX


O emprego da videocirurgia no diagnóstico e tratamento dos traumatismos torácicos constitui um campo aberto. Pouco são os relatos de sua aplicação e, portanto, a padronização técnica e sua indicação não estão bem estabelecidas1
A condição fundamental para indicação da videotoracoscopia no trauma torácico é a estabilidade hemodinâmica. Os doentes instáveis evidentemente requerem um tratamento imediato, condição que exclui qualquer tipo de exame, inclusive a videotoracospia. Portanto, doentes estáveis com hemotórax ou hemo-pneumotórax, ferimentos toracoabdominais, ferimentos transfixantes do mediastino ou então portadores de corpos estranhos intrapleurais, constituem os eventuais grupos que poderão beneficiar-se da videotoracoscopia.
A videocirurgia é de fundamental importância para o diagnóstico de lesões do diafragma, nos ferimentos da transição toracoabdominal em doentes assintomáticos. Sem este método diagnóstico, nestes casos, a lesão passará despercebida.
Os objetivos deste procedimento são: diagnóstico precoce de uma lesão, fonte de sangramento ou de escape de ar e o seu tratamento, sem a realização da toracotomia, evitando-se assim um traumatismo maior para o doente.
A experiência do Serviço de Emergência da Santa Casa de São Paulo, com 52 doentes, permite-nos concluir que o procedimento é eficaz e apresenta pouca ou nenhuma morbidade2.
Comentário
Com o desenvolvimento da videotoracoscopia, o emprego de toracotomias para diagnóstico de doença pleuropulmonar, especialmente de nódulos solitários, diminui consideravelmente.
Entre as grandes vantagens desse método estão a pouca agressividade, a possibilidade de diagnóstico preciso e terapêutica adequada sem toracotomia nos casos eletivos e nas urgências.
É a experiência do Serviço de Emergência da Santa Casa de São Paulo que nos permitiu aquilatar seu valor em várias oportunidades.

ROBERTO SAAD JÚNIOR

Referências
1. Saad Jr R e Rasslan S. A videocirurgia no trauma de tórax. Rev Col Bras Cir 1993; 20:111.
2. Dorgan Neto, V Saad Jr, R Rasslan S. Videotoracoscopia no trauma de tórax. Rev Col Bras Cir 2001; 28:3-8

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Trauma Abdominal



Qual a conduta no trauma abdominal fechado? (scielo)


Elias Jirjoss Ilias; Paulo Kassab


O trauma abdominal fechado (TAF) continua um desafio para o cirurgião geral. Com os novos métodos de diagnóstico de imagem e suporte intensivo abriu-se a possibilidade de tratamento conservador no TAF. No entanto, temos visto muita confusão quanto a melhor conduta em cada caso. Esse artigo visa criar um raciocínio lógico no atendimento desses doentes. Diversas situações poderão ocorrer nos pacientes vítimas de TAF.

Situação 1: paciente instável com lesões limitadas ao abdômen. Conduta: laparotomia exploradora.

Situação 2: paciente muito grave, instável, com lesões múltiplas e sem que se saiba se a lesão causadora da instabilidade hemodinâmica esta no abdômen. Conduta: lavado peritoneal ou ultra-som FAST.

Situação 3: paciente com lesões múltiplas, estável, cuja lesão abdominal se existir não constitui perigo de vida imediato. Conduta: TC abdômen para detectar lesão de vísceras sólidas e ou líquido livre na cavidade.

Situação 4: Paciente estável com líquido livre na cavidade abdominal e lesão de víscera sólida (fígado ou baço) demonstrado pela TC de abdômen. Conduta: pode-se tentar o tratamento conservador.

Situação 5: Paciente estável com líquido livre na cavidade e sem lesões de fígado ou baço na TC de abdômen. Conduta: laparotomia exploradora pois o líquido pode ser de meso ou por lesão de víscera oca.

Nos casos de tratamento conservador deve-se seguir a seguinte rotina:

1. Internação na UTI por pelo menos 48 horas. 2. Exames seriados de hematócrito e hemoglobina. 3. Seguimento rigoroso pela equipe de cirurgia e UTI dando especial atenção a episódios de instabilidade hemodinâmica o que indica a laparotomia exploradora. 4. O exame físico freqüente do abdômen é fundamental. 5. Após 48 horas de estabilidade o paciente é transferido para unidade semi-intensiva onde se inicia dieta VO e mantém-se repouso no leito. 6. No quinto dia o paciente pode ir para a enfermaria com repouso relativo no leito. 7. No oitavo ao décimo dia, recebe alta hospitalar com recomendação de evitar qualquer atividade física ou esportiva intensa ou de contato por três meses.



Referências

1. Hayt DB, Coimbra R, Potenza B. Tratamento do trauma agudo. In: Sabiston Jr DC. Tratado de cirurgia. 17ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2005. v.1, p.483-51.

2. Bowling W, Buchman TG. Traumatismo. In: Doherty GM, Lowney JK, Mason JE, Reznik SI, Smith MA, editors. Washington manual de cirurgia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1999. p.368-83.

3. Basile G, Chiarenza S, Di Mari P, Primus A, Boscarelli G, Buffone A, Cirino E. The treatment of blunt abdominal trauma. Personal experience. Ann Ital Chir. 2006;77(2):149-54.

4. Markogiannakis H, Sanidas E, Messaris E, Michalakis I, Kasotakis G, Melissas J, Tsiftsis D. Management of blunt hepatic and splenic trauma in a Greek level I trauma centre. Acta Chir Belg. 2006;106(5):566-71.

COMENTE: QUAIS OS POSSIVEIS DIAGNOSTICOS E INTERVENCOES DE ENFERMAGEM PARA UM TRAUMA ABDOMINAL?

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Idosos com amputação de membros inferiores/elderly with lower limb amputation


Avaliação funcional de idosos com amputação de membros inferiores atendidos em um hospital universitário1

Functional evaluation of elderly with lower limb amputation followed at a university hospital

Evaluación funcional de ancianos con amputación de los miembros inferiores atendidos en un hospital universitario


Maria José D'Elboux Diogo
Enfermeira, Professor Associado no Departamento de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, E-mail: mariadio@uol.com.br


RESUMO


Foram entrevistados 40 idosos com amputação acima dos maléolos em acompanhamento no ambulatório de Órteses e Próteses do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas, no período de junho de 1994 a junho de 1999, com objetivo de avaliar o nível de independência, segundo o índice de Barthel, e de identificar relações entre o índice de Barthel e o tipo e nível da amputação, e uso da prótese. Os sujeitos desta pesquisa apresentam elevado grau de independência para as atividades da vida diária, segundo o índice de Barthel. Houve associação significativa somente entre o índice de Barthel e o tipo de amputação, indicando que os idosos com amputação unilateral são mais independentes do que aqueles com amputação bilateral.

Descritores: reabilitação, amputação, geriatria


ABSTRACT
We studied 40 elderly with lower limb amputation (above the malleolus), who attended a hospital outpatient clinic (Orthoses and Prostheses Unity, University Hospital, State University of Campinas), from June 1994 to June 1999. Our objectives were to evaluate the independence level according to the Barthel's Index and to identify relationships between the mentioned Index and the type and level of amputation, as well as the prosthetic use. The subjects had a high degree of independence, according to the Barthel's Index. We found statistical significance only for the relationship between the Barthel's Index and the type of amputation, suggesting that the elderly with unilateral amputation were more independent than those who had undergone bilateral amputation.
Descriptors: rehabilitation, amputation, geriatrics


RESUMEN


Fueron entrevistados 40 ancianos con amputación por encima de los maleolos, que estaban en seguimiento ambulatorio en la Unidad de Órtesis y Prótesis del Hospital Clínicas de la Universidad Estatal de Campinas, en el período de junio de 1994 a junio de 1999. El objetivo fue evaluar el nivel de independencia según el Índice de Barthel e identificar las relaciones entre el Índice de Barthel, el nivel de amputación, y el uso de prótesis. Los sujetos de esta investigación presentaron elevado grado de independencia para las actividades de la vida diaria según el Índice de Barthel. El análisis mostró asociación significativa apenas entre el Índice de Barthel y el tipo de amputación, indicando que los ancianos con amputación unilateral son mas independientes que aquellos con amputación bilateral.

Descriptores: rehabilitación, amputación, geriatría