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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Saúde - A RTP nos bastidores do maior hospital português - RTP Noticias, Vídeo

Vacinação alargada a todos os doentes crónicos na próxima semana

A ministra da Saúde indicou, esta quarta-feira, que na próxima semana terá início a vacinação contra a gripe A do grupo B, que abrange todos os doentes crónicos, incluindo as crianças.

«Tem havido um aumento progressivo da adesão dos profissionais de saúde à sua própria vacinação e estamos neste momento a alargar a todas as grávidas do segundo e terceiro trimestre, mesmo sem patologia de risco, e às doenças crónicas e, a partir de segunda-feira, entraremos no grupo B», disse Ana Jorge, em conferência de imprensa.
«O grupo a seguir são as crianças sem patologias, primeiro até aos cinco anos, depois abrangendo progressivamente até aos 12 anos e depois o resto em função da disponibilidade das vacinas», acrescentou.
Depois disso, especificou, as pessoas serão chamadas a vacinarem-se «à medida que houver disponibilidade de vacinas».
Os destinatários do grupo B (pessoas com doenças crónicas como diabetes, problemas cardiovasculares, asma, insuficência renal e profissionais de saúde em contacto directo com doentes, entre outros) serão cerca de um milhão e os restantes estão integrados no grupo C (crianças com idade inferior a 12 ou cinco anos dependendo da disponibilidade da vacina, obesos, estudantes de medicina e enfermagem, etc.).
Relativamente à primeira fase de vacinação - que começou a 26 de Outubro e abrangeu grávidas de risco com patologias associadas, profissionais de saúde e outros profissionais considerados imprescindíveis na sua função -, Ana Jorge considerou a adesão «relativamente boa dos grupos de profissionais» abrangidos.
Na ocasião, a titular da pasta da Saúde escusou-se a indicar o número de vacinas já administradas, assegurando que «está ainda a ser controlado».

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A saúde e os custos da saúde em Portugal


por Eugénio Rosa [*]

RESUMO DESTE ESTUDO

.A saúde continua a ser um direito garantido a todos os portugueses pela Constituição da República. Apesar disso, o actual governo desencadeou um forte ataque contra esse direito que tem provocado o protesto das populações por todo o País. E o principal argumento utilizado pelo governo na sua campanha contra a saúde dos portugueses é que os custos com o Serviço Nacional de Saúde têm crescido de uma forma insustentável e que é preciso reduzi-los. Por isso, interessa analisar este argumento do governo (os custos) para responder à campanha lançada pelo governo contra este direito fundamental dos portugueses.

Entre 1970 e 2003, portanto num período de 33 anos, as despesas com a saúde em dólares PPC (Paridades Poder de Compra), aumentaram por habitante em Portugal 1.764 dólares, enquanto cresceram na Dinamarca 2.368 dólares, na Alemanha 2.726 dólares e nos Estados Unidos 5.288 dólares por habitante. Durante o mesmo período a mortalidade infantil diminuiu em Portugal 51 pontos; na Dinamarca 9,8; na Alemanha 18,3 e nos Estados Unidos a redução foi de 13 pontos. Também durante o mesmo período, a esperança de vida à nascença aumentou em Portugal 9,8 anos, na Dinamarca 3,9 anos, na Alemanha 8 anos e nos Estados Unidos 6,3 anos. Em resumo, Portugal foi um dos países onde a despesa com a saúde aumentou menos por habitante, mas onde os ganhos em saúde foram maiores. A confirmar isto, está o facto que, também de acordo com a OCDE (OECD Health Data 2006), entre 1995 e 2004, o aumento médio das despesas de saúde foi em Portugal de 3,2% ao ano, enquanto em Espanha atingiu 4,2% ao ano; nos EUA 4,8% ao ano; na Finlândia 4,4%; na França também 4,4% ao ano; na Grécia 4,9% ao ano; na Irlanda 7,4% ao ano; na Itália 3,3%, na Inglaterra 5,4% ao ano, e na Suécia 3,9% ao ano.

Portugal é igualmente um dos países da OCDE onde a comparticipação do Estado na despesa total da saúde é mais baixa. Em percentagem, em Portugal a comparticipação do Estado na despesa total de saúde de cada português (71,9%) é inferior à média dos países da OCDE (80,4%).

Entre 2004 e 2007, as transferências do Orçamento do Estado para o Serviço Nacional de Saúde aumentaram apenas 2,2%, enquanto o PIB, a preços correntes, cresceu 10,7%, o que determinou que a percentagem que essas despesas representam em relação ao PIB tenha diminuído de uma forma continua de 5,2% para apenas 4,8% do PIB. Durante esse período, como os preços aumentaram 8%, portanto o valor da transferência da transferência de 2007 é inferior, em termos reais, em cerca de 5,4% a de 2004.

Os gastos do Estado com a "Função de saúde", medidos em percentagem do PIB registaram, a partir de 2005, também uma diminuição. Entre 2004 e 2007, o PIB, a preços de mercado, aumentou em 10,7%, enquanto com os gastos suportados pelo Estado com a "Função saúde" cresceram apenas 5,4%, ou seja, praticamente metade do aumento do PIB. No mesmo período os preços subiram 8%, o que determina que o valor atribuído pelo Estado à "Função saúde" seja em 2007, em termos reais, inferior à de 2004.

Entre 2004 e 2007, as Despesas Totais do Estado aumentaram 9,6%, enquanto as despesas do Estado com a Educação e Saúde dos portugueses cresceram apenas 2,2%, ou seja, quatro vezes menos. E entre 2004 e 2007 os preços aumentaram 8%, o que significa que, em termos reais, o valor atribuído pelo Estado à Educação e Saúde seja inferior ao valor de 2004 ( menos 5,4%). Estes dados revelam a pouca importância que este governo dá à saúde e à educação dos portugueses, factores chaves para o desenvolvimento do País e para o bem estar dos portugueses. O défice parece ser para este governo mais importante que os portugueses.

O "bem saúde" é diferente de todos os outros, pois tem a ver com a qualidade e mesmo com a vida humana. O não acesso a ele determina uma vida sem qualidade ou mesmo a perda da vida. È por esta razão que, diferentemente do que acontece com a generalidade de outros bens, a Constituição da República de 1976, no seu artº 64, estabelecia que "o direito à protecção à saúde é realizado pela criação de um serviço nacional de saúde universal, geral e gratuito ". E mesmo quando este preceito constitucional foi revisto por pressão do neoliberalismo cada vez mais dominante na sociedade portuguesa, mesmo assim o "novo" artº 64, que está actualmente em vigor, dispõe que "todos têm o direito à protecção da saúde … e é realizado através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas dos cidadãos, tendencialmente gratuito" . Portanto, a Constituição, a mãe de todas as leis, continua a estabelecer que nenhum português deverá ser impedido do acesso ao bem saúde por razões económicas, cabendo ao Estado criar as condições indispensáveis, através do serviço nacional de saúde, para que todos os portugueses tenham acesso à saúde.

Apesar de a Constituição da República garantir o direito à saúde a todos os portugueses, mesmo assim tem-se verificado nos últimos anos, e nomeadamente com o governo de Sócrates, um ataque a este direito que tem levado as populações, por todo o País, a se manifestarem na rua contra a politica do ministro Correia Campos. Um dos argumentos que tem sido mais utilizado pelo governo para justificar a sua politica de fecho de unidades ou de serviços de saúde é precisamente que o aumento dos custos com o Serviço Nacional de Saúde são insustentáveis e que é necessário reduzi-los. Por isso, interessa analisar os "custos da saúde em Portugal", até porque a campanha contra o SNS, e contra os que nele trabalham, alimentada por este argumento, está a ganhar grande intensidade. Neste estudo vamos analisar esses custos contextualizando-os com os de outros países, deixando para um outro a reflexão sobre a forma como aumentar a eficiência – fazer mais e melhor com os mesmos meios – na utilização dos dinheiros que todos os anos o Estado aplica na saúde.

OS GANHOS EM SAÚDE E DESPESAS COM A SAÚDE POR HABITAMTE

As despesas com saúde não podem ser dissociadas dos ganhos de saúde. E isto porque a redução da mortalidade infantil ou o aumento da esperança de vida, por exemplo, têm custos, e esses custos são os aumentos dos gastos com saúde. O quadro seguinte, construído com dados divulgados pela OCDE, mostra o retorno dos gastos com a saúde em Portugal e em outros países.

Tabela 1.

Entre 1970 e 2003, portanto num período de 33 anos, as despesas com a saúde em dólares PPC (Paridades Poder de Compra), portanto anulando o efeito de diferença de preços existentes entre os diferentes países, aumentaram por habitante em Portugal 1.764 dólares, enquanto cresceram na Dinamarca 2.368 dólares; na Alemanha 2.726 dólares e nos Estados Unidos 5.288 dólares por habitante. Durante o mesmo período a mortalidade infantil diminuiu em Portugal 51 pontos; na Dinamarca 9,8; na Alemanha 18,3 e nos Estados Unidos a redução foi de 13 pontos. Também durante o mesmo período, a esperança de vida à nascença aumentou em Portugal 9,8 anos; na Dinamarca 3,9 anos; na Alemanha 8 anos e nos Estados Unidos 6,3 anos.

Em resumo, entre 1970 e 2003, Portugal foi o país onde a despesa com a saúde aumentou menos por habitante (+ 1.746 dólares PPC), mas onde os ganhos em saúde foram maiores, estando neste campo, contrariamente ao que sucede em outros, entre os primeiros países do mundo (tenha-se presente, que num estudo recente foi atribuído ao Serviço Nacional de Saúde português o 12º ano lugar entre os melhores do mundo).

A confirmar a conclusão anterior, está ainda o facto que, de acordo com a OCDE (OECD Health Data 2006), entre 1995 e 2004, o aumento médio das despesas de saúde foi em Portugal de 3,2% ao ano, enquanto em Espanha atingiu 4,2% ao ano; nos E.U.A. 4,8% ao ano; na Finlândia 4,4%; na França também 4,4% ao ano; na Grécia 4,9% ao ano; na Irlanda 7,4% ao ano; na Itália 3,3%, na Inglaterra 5,4% ao ano, e na Suécia 3,9% ao ano.

DESPESAS PRIVADAS E PÚBLICAS COM SAÚDE

Os valores de despesas com saúde apresentados incluem a parte que é paga pelo Estado (despesa pública) e a parte que é suportada directamente por cada português (despesa privada). O quadro seguinte, construído com dados também divulgados pela OCDE, mostra como aquela despesa se reparte em Portugal e em outros países.

Tabela 2.

Como mostram os dados do quadro, é precisamente em Portugal que a despesa pública por habitante, em dólares PPC, é mais baixa. Comparando Portugal com a média dos países da OCDE, em 2004, a despesa total em dólares por habitante em Portugal representava apenas 71,1% da média dos países da OCDE, e a parcela pública paga pelo Estado representava somente 63,6% da média da OCDE. Mesmo em percentagem, exceptuando o Estados Unidos, a "pátria" da medicina privada baseada em seguros de saúde, em Portugal a comparticipação do Estado, portanto pública, na despesa total de saúde de cada português (71,9%) é inferior à média dos países da OCDE (80,4%). E apesar disso, o governo de Sócrates já a reduziu e tenciona continuar a fazê-lo como vamos mostrar.

AS TRANSFERÊNCIAS DO ESTADO PARA O SNS TÊM DIMINUIDO

A partir de 2004, tem-se verificado em Portugal uma redução, em termos reais, do valor das transferências do Estado para o Serviço Nacional de Saúde, como mostram os dados do quadro seguinte.

Tabela 3.

Entre 2004 e 2007, as transferências do Orçamento do Estado para o Serviço Nacional de Saúde aumentaram apenas 2,2%, enquanto o PIB, a preços correntes, cresceu 10,7%, o que determinou que a percentagem que essas despesas representam em relação ao PIB tenha diminuído de uma forma continua de 5,2% para apenas 4,8% do PIB. Se se tiver presente que durante o mesmo período os preços em Portugal aumentaram 8%, isto determina que o valor das transferências do Estado para o S.N.S. em 2007 – 7.674,8 milhões de euros – correspondem a 7.104,49 milhões de euros a preços de 2004, o que significa que o valor das transferências de 2007 seja inferior em 5,4% ao de 2004 ( menos 405,3 milhões de euros do que a de 2004).

Quando os custos da saúde aumentam em todos os países do mundo, em Portugal o governo de Sócrates reduz os gastos com a saúde, o que tem consequências inevitáveis para a população (menos ou menor qualidade dos serviços de saúde ou/e maior percentagem de despesas com a saúde a serem pagas directamente pelos portugueses, para além do que pagam em impostos para o S.N.S.)

REDUÇÃO DAS DESPESAS DO ESTADO COM A FUNÇÃO "SAÚDE"

Para além das transferências para o Serviço Nacional de Saúde, o Estado tem de suportar outras despesas igualmente com a saúde, nomeadamente despesas com os chamados subsistemas de saúde (ADSE, sistema de saúde dos militares, etc). Esses gastos também com a saúde, incluindo as transferências para o SNS, são todos incluídos na chamada "Função saúde". E os gastos que o Estado tem com essa função constam do quadro seguinte.

Tabela 4.

Como mostram os dados do quadro, também os gastos do Estado com a "Função de saúde", medidos em percentagem do PIB registaram, a partir de 2005, uma diminuição. Entre 2004 e 2007, o PIB, a preços de mercado, aumentou em 10,7%, enquanto com os gastos suportados pelo Estado com a "Função saúde" cresceram apenas 5,4%, ou seja, praticamente metade do aumento do PIB. No mesmo período os preços subiram 8%, como já se viu, o que determina que o valor atribuído pelo Estado à "Função saúde" seja em 2007, em termos reais, inferior à de 2004.

O GOVERNO DE SÓCRATES É INSENSIVEL AO SOCIAL

Não é apenas na saúde que o governo está a reduzir gastos movido pela "ambição de reduzir o défice". Na educação verifica-se o mesmo. E como se sabe, a saúde e a educação são fundamentais não só para as pessoas mas também para aumentar a produtividade e a competitividade da economia portuguesa. Os dados constantes do quadro seguinte mostram com estão a ser tratadas estas duas funções – saúde e educação – pelo governo de Sócrates.

Tabela 5.

Portanto, quer se compare as despesas do Estado com a "Educação + Saúde" em percentagem das Despesas Totais do Estado quer em percentagem do PIB, a conclusão é a mesma: a partir de 2005, regista-se uma diminuição continua. Assim, entre 2004 e 2007, as Despesas Totais do Estado aumentam 9,6%, enquanto as despesas do Estado com a Educação e Saúde dos portugueses crescem apenas 2,2%, ou seja, quatro vezes menos. Recorde-se que entre 2004 e 2007 os preços aumentaram 8%, o que significa que, em termos reais, o valor atribuído pelo Estado à Educação e Saúde seja inferior ao valor de 2004 (menos 5,4%). Estes dados oficiais constantes do Orçamento do Estado mostram bem a pouca importância que este governo dá à saúde e à educação dos portugueses, factores chaves de desenvolvimento e de bem estar dos portugueses. Eles também tornam claro que este governo está mais interessado em cumprir o défice imposto por Bruxelas do que com as pessoas, que são os portugueses.

17/03/2007

[*] Economista, edr@mail.telepac.pt

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

sábado, 31 de outubro de 2009

oncareorg - Resumo | groups.im - We host Group Chat on Instant Messengers! (Windows Live Messenger / MSN, Yahoo Messenger)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Bastonária denuncia falta de enfermeiros no distrito de Bragança


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Há falta de enfermeiros no distrito de Bragança.

O alerta foi deixado ontem pela própria bastonária da ordem dos enfermeiros, em Bragança.

“Há efectivamente ainda uma carência de enfermeiros que tem de ser colmatada, para garantir uma melhoria na oferta dos cuidados de enfermagem. Até porque estamos num distrito com população muito idosa, onde os cuidados de saúde são tendencialmente crescentes. Isto exige da parte dos enfermeiros, uma maior organização do trabalho e uma distribuição que permita ir aonde as pessoas estão.”

Maria Augusta Sousa também não concorda que haja demasiados cursos superiores de enfermagem e aponta o dedo ao Governo pelas políticas de emprego erradas.

“Tem que haver um claro plano estratégico, no que diz respeito à distribuição dos recursos humanos e à cobertura dos licenciados existentes. Não há licenciados a mais. Essa é uma ideia que tem de se desmistificar. O que há é uma política de emprego e contenção económica que não permite que os cuidados sejam garantidos com a qualidade que os cidadãos têm direito.”

E numa altura em que se discute a segurança da vacina da Gripe A, Maria Augusta Sousa deixa um conselho aos enfermeiros do distrito de Bragança.

“Aconselho os profissionais a tomar a vacina. Há muito ruído em torno disto. Enfermeiros, médicos e outros profissionais que têm a responsabilidade de garantir que os serviços continuem a funcionar, também têm a responsabilidade de minimizar situações que possam vir a acontecer se eles próprios tiverem a gripe A. A vacina pode não evitar a gripe A, mas minimiza os seus efeitos”, referiu, confessando que ainda não tomou a vacina, mas que irá tomá-la.

Declarações da bastonária da ordem dos enfermeiros, que termina hoje um périplo pelo distrito de Bragança, à margem de um colóquio sobre o curso de enfermagem e Bolonha na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, do Instituto Politécnico de Bragança. Perante um auditório cheio, Maria Augusta Sousa deixou uma mensagem de esperança.

“Existem cada vez mais necessidades de cuidados de saúde” e, por isso, vai continuar a haver necessidade de enfermeiros.

Hoje, a bastonária dos enfermeiros tem um encontro com a administração do CHNE.

Escrito por Brigantia

Escola de Enfermagem preparada para ultrapassar novas exigências

A presidente da Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho pediu ontem a ajuda da reitoria para um «momento de grande incerteza» que a escola terá de enfrentar face às exigências do decreto-lei 206/09 de 31 de Agosto, que aprova o regime jurídico do título de especialista para o exercício de funções docentes no ensino superior politécnico. Na sessão solene do Dia da Escola, que ontem comemorou o 97.º aniversário, Filomena Gomes considerou, contudo, que a instituição «está apta a enfrentar mais esta etapa, pois uma das grandes forças do seu potencial humano é a flexibilidade e capacidade de adaptação à mudança».


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Vacinação contra a gripe A começa sem problemas

A vacinação decorre com normalidade, mas a recusa de alguns médicos em tomar a vacina está a fazer aumentar a desconfiança.

Basilua Nazinho foi uma das primeiras pessoas a ser vacinada contra a gripe A em Portugal. Enquanto funcionário do Instituto Português do Sangue (IPS) e, por isso, prioritário na vacinação, compareceu ontem no centro de Saúde de Alvalade com a credencial que o habilitava a tomar a vacina.

Felicidade Dias é médica no IPS e também compareceu à chamada. Antes de decidir procurou informar-se sobre a vacina e concluiu que o benefício seria maior que o risco. Enquanto responsável pela triagem dos dadores de sangue, Felicidade Dias considera-se uma funcionária imprescindível e por isso a decisão "foi pessoal mas também cívica", explicou aos jornalistas à saída da sala de enfermagem.

Especialistas debatem ‘doenças do coração’



Especialistas nacionais e internacionais vão estar reunidos nas V Jornadas de Cardiologia do Algarve, nos dias 5 e 6 de Novembro, no Hotel Hilton, em Vilamoura.

O encontro, organizado pelo Serviço de Cardiologia do Hospital de Faro, vai abordar temas como “O doente com síncope”, “O doente com dispneia”, “Optimizar a terapêutica do doente cardiovascular” e “O doente com dor torácica”, entre outros.

Está agendada também, para dia 5, uma Mesa de Enfermagem, com enfoque na temática “Cuidar em Cardiologia”.

No dia 6, irá decorrer em paralelo com as Jornadas, uma Mesa de Cardiopneumologia que abordará os últimos avanços nesta área.

Para saber mais clique aqui.

Começa hoje maior campanha de sempre de vacinação



A maior campanha de vacinação de sempre começa hoje em Portugal e visa ajudar três milhões de portugueses de grupos considerados mais vulneráveis ou classificados como profissionais indispensáveis a protegerem-se contra o vírus causador da gripe A.

A primeira fase de vacinação contra a gripe A (H1N1) começa segunda-feira com a disponibilização de 54 mil doses para administrar ao primeiro grupo considerado prioritário pelas autoridades de saúde.
O grupo A abrange, por exemplo, grávidas com patologias, profissionais de saúde considerados imprescindíveis e profissionais de outros sectores essenciais para o funcionamento da sociedade, estimando-se que sejam vacinadas 360 mil pessoas.
Os destinatários do grupo B (pessoas com doenças crónicas como diabetes, problemas cardiovasculares, asma, insuficência renal e profissionais de saúde em contacto directo com doentes, entre outros) serão cerca de um milhão e os restantes estão integrados no grupo C (crianças com idade inferior a 12 ou cinco anos dependendo da disponibilidade da vacina, obesos, estudantes de medicina e enfermagem, etc.).
Os grupos-alvo de vacinação correspondem a 30 por cento da população, atingindo três milhões de pessoas.
Cada pessoa deverá levar duas doses da vacina, sendo a segunda administrada com um intervalo mínimo de três semanas.
No acto da vacinação, que será feita nos centros de saúde, é obrigatória a apresentação de uma declaração onde consta que a pessoa a vacinar pertence ao grupo alvo.
O objectivo desta campanha de vacinação é "proteger os cidadãos mais vulneráveis" devido "ao risco acrescido de desenvolverem complicações" e à "maior probabilidade de adquirirem infecção", segundo a Direcção-Geral da Saúde. Outro objectivo é "assegurar os serviços essenciais, vacinando os profissionais" de saúde e de outros sectores relevantes para a sociedade.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

NOVO

MUDAMOS DE ENDEREÇO AGORA 

quinta-feira, 28 de maio de 2009

V Jornadas Cirúrgicas de Trás-os-Montes de 4 a 5 de Junho

Os serviços de Cirurgia do Centro Hospital de Trás-os-Montes e Alto Douro e o Centro Hospitalar do Nordeste vão realizar as V Jornadas Cirúrgicas de Trás-os-Montes e, simultaneamente, as I Jornadas de Enfermagem de Trás-os-Montes, entre os dias 4 e 6 de Junho.

A iniciativa terá lugar na Aula Magna da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Trata-se de um acontecimento de enorme importância e interesse do ponto de vista científico que procura dar continuidade às IV Jornadas, realizadas em 2006, e trazer até à região cirurgiões de renome, permitindo a troca de experiencias entre as várias instituições hospitalares.

O objectivo é reflectir e discutir o papel e a actividade da Cirurgia Geral dos hospitais transmontanos depois da criação de dois grandes centros hospitalares na região. As Jornadas incluem temas sobre o Cancro do Estômago, Cancro da Mama, Cancro Colo-rectal e Vídeo-cirurgia.

Destaque para a conferência sobre “Ética e Medicina, Medicina com Ética”, que será proferida por Rui Neves, no dia 5, às 12.45h. Daniel Serrão irá também estar presente nas Jornadas para falar sobre como “Ajudar a morrer com dignidade”, no dia 6, às 15 horas. A esta conferência segue-se uma outra dedicada ao “Futuro da Saúde em Portugal”, proferida por Nuno Grande. Estas jornadas e, em especial, estas conferências estão abertas à população em geral.

terça-feira, 26 de maio de 2009

COMO AVALIAR QUEDAS EM IDOSOS ?


A instabilidade postural com a ocorrência de quedas é uma característica do processo de envelhecimento e constitui desafio na medicina geriátrica. A elevada incidência de fraturas reforça esta afirmativa, mas o trauma é apenas uma das seqüelas da falta de equilíbrio: muitos idosos com quedas convivem diariamente com o medo de cair, limitando progressivamente suas atividades. Além da elevada morbidade (secundária às fraturas, traumas, dor e incapacidades), há aumento expressivo da mortalidade em idosos com quedas freqüentes. 

Muitos episódios sem causas evidentes são premonitórios de doenças agudas: a queda nestes casos se manifesta como sintoma prodrômico de eventos agudos como pneumonia, infecção urinária e insuficiência cardíaca. Daí ser considerada como um dos "gigantes da Geriatria", por ser manifestação atípica de doenças agudas ou estar relacionada às comorbidades ou à polifarmácia e iatrogenia.

Muitas vezes as quedas não são relatadas espontaneamente, devendo ser interrogadas na anamnese geriátrica. São diversas as causas, intrínsecas ou extrínsecas (ambientais), geralmente de etiologia multifatorial, sobretudo nos muito idosos. O equilíbrio postural depende do perfeito funcionamento e da integração do sistema nervoso central, do sistema sensorial, do estado hemodinâmico e do sistema osteoarticular. Dentro deste conceito, o "cair" pode ser a manifestação de problemas nestes sistemas ou estar relacionado a fatores extrínsecos.

Os fatores de risco intrínsecos são

Fatores hemodinâmicos: hipotensão ortostática / arritmias cardíacas / hipersensibilidade do seio carotídeo / lesões valvares / estados de hipovolemia; Uso de drogas: hipotensores / antiarrítmicos / hipnóticos / ansiolíticos / neurolépticos / hipoglicemiantes / antidepressivos / anti-Parkinsonianos / anticonvulsivantes; Doenças neurológicas: lesões expansivas intracranianas / hidrocéfalo de pressão normal / doenças cerebrovasculares / neuropatias periféricas / doença de Parkinson e outros tipos de Parkinsonismo / quadros demenciais / estados depressivos;Desordens neurosensoriais: alterações da visão, da propriocepção e labirintopatias;Doenças osteomusculares: osteoartrose (joelhos e quadril) / afecções dos pés / fraqueza muscular / miopatias / atrofias musculares / transtornos cervicais degenerativos.

Entre os fatores de risco extrínsecos citamos: iluminação inadequada / piso escorregadio / objetos, móveis em locais inapropriados / escadas, rampas / banheiro sem as devidas adaptações.

Os trabalhos têm mostrado que a ocorrência de quedas em idosos é proporcional ao grau de incapacidade funcional (quanto mais debilitados e funcionalmente dependentes, maior a incidência de quedas daqueles que deambulam). Devido à complexidade deste tema, sugere-se que a avaliação isolada do estado funcional possa ser um importante fator independente para avaliar o risco de quedas e suas complicações.

 

MAIRA TONIDANDEL BARBOSA

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Plano para 32 mil idosos


O Conselho de Governo aprovou, a 7 de Maio último, o Plano Gerontológico da Região para o período de 2009/2013. Era uma medida que constava do Programa de Governo 2007/2011. 

Apesar do DIÁRIO ter solicitado à Secretaria Regional dos Assuntos Sociais, o acesso a tal Plano foi-nos negado com o argumento de que estava a ser ultimado e não era ainda oportuno.

Sabe-se, no entanto, algumas das linhas mestras desse instrumento estratégico para a população sénior. Ele define as estratégias e as linhas de acção na área da política de apoio aos mais idosos, até 2013 O plano perspectiva o número de idosos e equipamentos a construir e assenta em dois eixos estratégicos: apoiar o envelhecimento activo físico, intelectual e social e apoiar o idoso em situação de dependência. 

Sob o lema "Viver mais, Viver melhor", o documento consagra 14 objectivos estratégicos, que se concretizam em 43 medidas. Traça a tendência demográfica da população madeirense, que equipamentos a Região tem e quais precisa de ter para dar resposta aos idosos. 

O Plano contempla actividades de promoção da Saúde e prevenção da doença, o convívio intergeracional, a aprendizagem ao longo da vida e o conceito das 'Cidades Amigas do Idoso'. Faz uma projecção do envelhecimento nos próximos anos e antecipa as respostas que essa população vai necessitar, para ter uma vida o melhor e o mais confortável e activa possíveis. 

É, primeiro, pela integração dos idosos na família e no seio sócio-familiar. Só em último caso é que se optará pela institucionalização das pessoas. Está prevista a criação da figura do 'Provedor do Idoso', figura que foi ensaiada a nível nacional, até por via do Provedor de Justiça mas que se chegou à conclusão que haveria uma duplicação ou esvaziamento de competências da Provedoria. 

O Plano prevê a expansão e melhoria da assistência no domicílio dos cuidados de saúde e cuidados sociais (alimentação, higiene e conforto), a construção de pelo menos um Lar em cada concelho e a criação de residências assistidas nas freguesias.

Desconhece-se com que linhas serão 'cosidas' as articulações/parcerias com lares e centros de dia, Igreja, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), incluindo as Misericórdias.

Tanto quanto transpirou para a opinião pública haverá uma melhor e maior rede de distribuição de refeições ao domicílio para pessoas que vivam sozinhas.

Refira-se que a Região criou em 2008 a figura do 'cuidador', na área do atendimento domiciliário.

Se algum reparo há a fazer é que Plano Gerontológico não é "pioneiro e inovador", como diz a resolução do conselho de Governo). Até há Câmaras Municipais, casos de Lisboa, Matosinhos e São João da Madeira, que o têm. E mesmo uma freguesia (Carnide) o definiu para 2005/2007. Além disso já devia ter sido apresentado no Verão de 2008. 

Quantos idosos existem?

Segundo um relatório da Provedoria de Justiça revelado no Verão de 2008, em finais de 2007 residiam na Madeira 32.259 idosos, representando perto de 13% da população total. 

A 31 de Dezembro de 2007, os 22 lares de idosos existentes acolhiam, na sua totalidade, 991 idosos, correspondentes a cerca de 2,91% da população com 65 anos ou mais. Mas a Região tinha 773 idosos a aguardar acolhimento em lares: 160 diziam respeito a altas problemáticas e 150 referenciados como prioritários.

Mais revelava o relatório que 75,6% dos internados em lares eram mulheres e 24,4% homens. 1/4 dos idosos (22,2%) tinham entre 81 e 85 anos. Mais de 40% dos idosos dos lares tinham como profissão 'doméstica'. 

O relatório da Provedoria revelava ainda que, antes de serem internados, 78,2% vieram das suas casas e 15,3% vieram de estabelecimento de saúde.

Planos são bonitos no papel mas podem falhar na prática

Céptico. É assim que se apresenta o presidente da Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos da Região (ARPIRAM) face ao anunciado Plano Gerontológico. José Virgílio Vieira até já teve uma reunião com o secretário dos Assuntos Sociais, Francisco Jardim Ramos e com a directora do Centro de Segurança Social da Madeira mas teme que os planos não passem do papel. 

"Explicar é uma coisa, no concreto é outra", disse.

A ARPIRAM representa mais de três centenas de idosos da Região e prefere descer à terra e discutir medidas mais concretas como a reivindicação de um suplemento de 65 euros para os reformados que auferem pensões inferiores ao salário mínimo. Reivindicação que vem desde Junho de 2007 quando a ARPIRAM entregou uma carta aberta à então Secretária, Conceição Estudante propondo a implementação de tal complemento de reforma. 

José Virgílio Vieira, recentemente reeleito para mais um mandato, disse ao DIÁRIO que já recolheu mais de três das quatro mil assinaturas necessárias para entregar na Assembleia da República. Petição que deposita em São Bento as únicas esperanças quanto à atribuição do suplemento aos pensionistas da Região, de modo a ficarem em pé de igualdade com os açorianos. O recurso ao Parlamento Nacional faz-se porque a Assembleia Legislativa da Madeira se diz incompetente para legislar sobre esta matéria. 

A ARPIRAM defende ainda prioridade no atendimento nos vários serviços públicos, sobretudo na saúde e denuncia o discurso gago face à medida dos genéricos gratuitos para os pensionistas com reforma inferior ao salário mínimo.

Dá ideia que os governos só se interessam pelos idosos quando precisam do seu voto. "É mais fácil dar jantaradas do que por os idosos a pensar e a resolver os seus problemas", disse. Para Virgílio Vieira na mesma linha propagandística vãos as chamadas 'Universidades Seniores'. É que dá a ideia que o que importa são mais "as notícias de jornal" do que dar competências aos idosos. É por isso que defende uma espécie de "projecto Magalhães" para os idosos, novas formas dos idosos acederem às Universidades e mais técnicos nos centros comunitários e de convívio que possam ajudar os idosos em coisas práticas como recorrer a medicamentos grátis, preencher o IRS ou marcar consultas on-line. "Às vezes mexer no telemóvel já é uma confusão", constatou. 

Duvida da possibilidade legal da Região poder criar o 'Provedor do Idoso' (devia ser a nível nacional).

Opiniões: Pela defesa do Conselho Regional do Idoso

O director da revista 'Rugas', direccionada para a terceira idade, não conhece as linhas mestras do Plano Gerontológico. Contudo, Paulo Santos disse que um tal plano deve incidir sobre "duas grandes dimensões": Uma assistencialita e outra ao nível do empreededorismo. 

Para Paulo Santos a Madeira poderia ser inovadora ao implementar uma espécie de programa de preparação para a reforma no qual fossem dadas competências aos idosos.

Numa lógica de empreendedorismo, de incentivo à vida activa quer no plano laboral, social ou de voluntariado. Por exemplo, incentivar os idosos a ficar nas empresas mesmo na reforma com outro tipo de tarefas ou horário reduzido. "A sociedade não se pode dar ao luxo de deitar fora este capital de experiência acumulada", disse. 

Paulo Santos lembra que este programa de transição para a reforma já existe no Brasil e que tem em conta o novo modelo sociológico do idoso. Uma população sénior que "está a mudar, tem novas exigências", disse. 

Propõe que um organismo público coordene esse programa de transição, envolvendo, inclusivamente, outros parceiros como as empresas. Se assim não for teremos um plano gerontológico que será "mais do mesmo" e que ficará acantonado à dimensão assistencialista. O teólogo defende ainda a criação de um Conselho Regional do Idoso que fosse blindado à "tentação política". Órgão consultivo onde teriam assento os interlocutores da abordagem às matérias séniores. Tal como defende, nas Câmaras, a criação de Conselhos Municipais Séniores que, actualmente, só existe em Santa Cruz. Conselhos que teriam a função de elaborar planos gerontológicos e de integrar políticas desgarradas como o 'cartão do idoso' que existe, por exemplo, no Porto Santo. "A ideia do provedor já vai nesse sentido", elogiou. 

Cruz Vermelha apoia operações às cataratas

A delegação regional da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) presta apoio aos idosos em pelo menos três frentes: Um lar de idosos com 21 camas, o serviço de tele-assistência com 'call center' em Lisboa, reformulado em Outubro de 2008 com novas funcionalidades (antes conhecido por tele-alarme quando chegou à Madeira em Dezembro de 2002 intermediado pelo Centro de Segurança Social) e o apoio directo (através da assistente social da CVP), por exemplo cedendo cadeiras de rodas. "Há idosos abandonados ou sem parentes que vivem em condições muito precárias", reconheceu. 

A estas valências, a delegação regional da CVP somará mais uma em breve: Através de articulação com o Serviço Regional de Saúde (Hospital), financiará 30 operações de idosos às cataratas (olhos). É que há idosos em condições tais que nem para óculos têm dinheiro. 

A novidade foi avançada ao DIÁRIO por Morna do Nascimento que aplaude o aparecimento "muito a propósito, oportuno e bem-vindo" do 'Plano Gerontológico' regional, face às pensões "muito baixas" da maioria dos idosos. Um instrumento que vai na senda da hospitalização domiciliária, que Espanha já têm há mais de 25 anos. 

Morna do Nascimento concorda com o 'Provedor do Idoso' e enaltece o facto da problemática da terceira idade estar na ordem do dia através da própria licenciatura em geriatria, do reconhecimento da geriatria como especialidade médica, à semelhança do que ocorre em vários países europeus e da especialidade de enfermagem na reabilitação e a geriatria.

Por outro lado, diz que a CVP tem um outro papel na ocupação da terceira idade que é o voluntariado. Manter a população idosa activa é um dos programas semanais da instituição. Uns têm alfabetização outros ouvem música. 

Ricardo Silva: "Ser 'velho' não interessa, ser idoso é um orgulho"

Para a Associação de Desenvolvimento Comunitário do Funchal o Plano Gerontológico "vem complementar o trabalho que é feito na retaguarda pelas instituições particulares de solidariedade social". O seu presidente, Ricardo Silva enaltece o Plano enquanto "instrumento de trabalho e de orientação da política da terceira idade". Disse que faltam apenas três Lares para todos os concelhos estarem cobertos e congratula-se pelo facto de serem criadas as 'residências assistidas'. 

Ricardo Silva aplaude a política de manter o idoso no seu meio natural, através das 'casas protegidas' em que o Governo assume o pagamento do restauro das mesmas desde que sirvam para serem partilhadas por idosos.

"São redes de apoio que criam entre-ajuda entre idosos e laços de solidariedade que evitam o isolamento", disse. "Com isto, na minha opinião, a Região poupa dinheiro e evita internamentos em Lares", acrescentou. Um trabalho "mais próximo, mais humano, mais barato e mais célere para retardar o envelhecimento". 

Além disso, o Plano prevê, a curto prazo, a cobertura de toda a Região no que toca ao apoio domiciliário ao idoso.

A. Ribeiro: "Essencial é o apoio no meio natural e no seio familiar"

As Santas Casas da Misericórdia têm tido um papel fundamental no apoio à terceira idade. Uma delas é a da Calheta que dispõe actualmente de dois Lares de idosos, um com 58 camas e outro com 26. 

Para o provedor da Santa Casa da Misericórdia da Calheta, Armando Ribeiro é de aplaudir a criação do 'Provedor do Idoso'. "Uma boa ideia porque há muitos idosos que são menorizados nas suas funções por serem pessoas mais frágeis". 

Relativamente ao Plano Gerontológico, o que acha fundamental é que ele "inclua o envolvimento das famílias na problemática do idoso". É que, para Armando Ribeiro, nem sequer é por lei ou regulamento que se compromete a família no apoio aos idosos. A assistência domiciliária e as residências assistidas poderão ir nesse sentido. 

Para Armando Ribeiro a institucionalização de idosos em lares "é o último recurso" e tem dúvidas, com base em experiências congéneres, da eficácia de um possível Conselho Regional do Idoso. "Não acho que seja fundamental", rematou.

Emanuel Silva

sábado, 23 de maio de 2009

ECG DANCE

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Droga em Debate


15 dos cerca de 70 reclusos do estabelecimento prisional de Bragança estão fazer tratamento no CRI - Centro de Respostas Integradas, antigo CAT - Centro de Atendimento a Toxicodependentes.

Os números foram revelados hoje durante a segunda edição do Ciclo de Conferências, organizadas naquele estabelecimento prisional, no âmbito do programa de Educação e Formação de Adultos em Contexto Prisional, com o tema “Educar para a Saúde”.

 

Uma das conferências abordava o tema da toxicodependência em ambiente de reclusão.

O director do Estabelecimento Prisional explica que no CRI “alguns reclusos só fazem mesmo consultas de psicologia e outros têm tratamento de metadona ou outros substitutos”. Mário Torrão faz questão salientar que “tudo o quem a ver com toxicodependências e doenças infecto-contagiosas não é só um problema da cadeia, às vezes é mais preocupante o que se passa no país livre”. Mas quem tem esses problemas “levamo-los ao tratamento” realça.

 

Mário Torrão revela ainda que para dar ainda mais apoio aos reclusos ao nível da saúde, não só os toxicodependentes, os serviços médicos vão ser reforçados. “A Direcção-geral dos Serviços Prisionais lançou um concurso público internacional para prestação de serviços e vamos reforçar ao nível de enfermagem e clínica geral” adianta.

 

Esta conferência contou com a presença do médico legista Pinto da Costa que alertou para os malefícios do consumo de substâncias estupefacientes. “A pessoa perde a vontade, perde a atenção, perde a capacidade de raciocínio, a auto-estima e a alegria de viver e cada vez mais vai precisar da droga para evitar a dor e o sofrimento que tem por não ter droga” afirma, acrescentando que “muita da criminalidade resulta da necessidade de ter dinheiro para ter a droga e dai que desaparecem as pratas de casa das famílias, desaparece dinheiro da carteira do pai porque o único valor moral que existe é arranjar dinheiro para a próxima dose”.

 

O tema da toxicodependência abordado numa conferência realizada no Estabelecimento Prisional de Bragança, onde a maior parte dos reclusos que ali cumprem pena é por crimes relacionados com o tráfico de droga.

Unidade de AVC do CHN faz um mês de acompanhamento a doentes

A Unidade de AVC do Centro Hospitalar do Nordeste arrancou há um mês com um serviço de visitas domiciliárias a doentes que já sofreram acidentes vasculares cerebrais.

Mais do que tratar os doentes aquando do internamento no Hospital de Macedo de Cavaleiros, a unidade pretende acompanhá-los nos primeiros tempos pós-alta.
Uma forma de controlar melhor os factores de risco e possíveis recaídas, que agrada a profissionais e a doentes.

Nove da manhã e o carro do Centro Hospitalar do Nordeste está preparado para começar a ronda... enfermeiro e assistente social, acompanhados dos processos dos doentes e da respectiva mala de enfermagem fazem a primeira paragem no lar da Santa Casa da Misericórdia de Macedo... a doente está acamada, um caso mais complicado, mas pouco ou nada se faz, porque está bem controlada... segunda paragem: vila de Vinhais. António Beato, 64 anos, servente da construção civil, teve um AVC há pouco tempo, que lhe levou o sorriso da vida...

A recepção não podia ser mais calorosa, de Vinhais a Macedo distam 50km, difíceis de percorrer por estradas estreitas e tortuosas, como é agora estreita a ligação de António com a vida... depois do susto com o AVC, tem agora outros cuidados...
“O que me disseram para fazer estou a fazer, a pensar em mais uns anos de vida”.
O enfermeiro José Luís, encarregue desta terceira visita domiciliária, fala dos objectivos da visita e lembra que o contacto com o médico é permanente...
O objectivo é ver as necessidades destes doentes quer a nível de enfermagem, quer a nível médico.”

Os doentes esclarecem todas as dúvidas existentes e falam como decorre a recuperação... os enfermeiros controlam os factores de risco do AVC...
Avaliamos a independência, a mobilidade e depois ver os parâmetros das tensões, glicemia, colesterol… os factores de risco de AVC.”

Aquando da alta, a assistente social trata do encaminhamento do doente e estuda a situação... nos domicílios comprova no local como é a situação social e esclarece outras dúvidas que possam aparecer, como explica Sílvia Aleixo, assistente social na Unidade Hospitalar de Macedo...

No pós-alta verificamos alguma informação que ficou por dar. No internamento nem sempre se consegue dar toda a informação e as famílias não estão tão receptivas”, explica.
Cerca de uma hora depois, o sorriso voltava ao rosto de António Beato e da própria esposa, com a promessa de voltarem a encontrar os mesmos profissionais na próxima visita domiciliária daqui a seis meses... factores de risco completamente estáveis e controlados... o carro do Centro Hospitalar do Nordeste volta a rodar, desta vez em direcção a Bragança, onde os esperam mais um doente, mais uma família, mais uma história de AVC...
Escrito por CIR

terça-feira, 19 de maio de 2009

Adrenalina y dexametasona en niños con bronquiolitis



Jesús López-Herce Cid
Artículo original: Plint AC, Johnson DW, Patel H, et al. for Pediatric Emergency Research Canada (PERC) Epinephrine and Dexamethasone in Children with Bronchiolitis. N Engl J Med 2009; 360: 2079-2089.


RESUMEN



Introducción: La bronquiolitis es la enfermedad respiratoria responsable del mayor número de ingresos hospitalarios en la primera infancia. Un 1 a 5% de los niños que la padecen requiere ingreso en el hospital, y de ellos un 5-15 % en la UCIP. Para el tratamiento de la bronquiolitis se han probado broncodilatadores como el salbutamol y la adrenalina y corticoides, por su similitud fisiopatológica con el asma. Sin embargo los resultados han sido muy discordantes, y ninguno de los fármacos ha mostrado de forma consistente un efecto terapéutico importante.



Resumen: Se realizó un estudio multicéntrico, doble ciego, controlado con placebo en el que se incluyeron 800 niños de 1,5 a 12 meses de edad diagnosticados de bronquiolitis en el servicio de urgencias. Se dividieron a los pacientes en 4 grupos terapéuticos: uno recibió 2 aerosoles de adrenalina nebulizada más dexametasona oral durante 5 días; el segundo adrenalina nebulizada más placebo oral; el tercero placebo nebulizado y dexametasona oral, y el último placebo nebulizado y placebo oral. Se valoró la necesidad de ingreso hospitalario en los primeros 7 días tras el inicio del tratamiento. No existieron diferencias significativas en las características clínicas entre los 4 grupos. El porcentaje de niños que requirieron ingreso hospitalario fue 17,1% en los tratados con adrenalina y dexametasona, 23,7% en los que recibieron sólo adrenalina, 25,6% de los tratados sólo con dexametasona y 26,4% de los que recibieron placebo. No se observaron efectos secundarios importantes de la medicación. Sólo el grupo de adrenalina más dexametasona presentó una reducción significativa del porcentaje de ingreso hospitalario con respecto al placebo (p = 0,02), aunque tras el ajuste las diferencias no alcanzaron significación estadística (p = 0,07).



Comentario: Los autores concluyen que el tratamiento con adrenalina más dexametasona puede reducir significativamente el ingreso hospitalario en la bronquiolitis aguda en el lactante. Sin embargo, a pesar del número elevado de pacientes estudiados las diferencias clínicas encontradas en el estudio son muy pequeñas y a partir de sus resultados es difícil justificar el tratamiento generalizado. Los estudios realizados en niños hospitalizados con bronquiolitis tampoco han demostrado claramente que la adrenalina y los corticoides tengan un efecto clínicamente importante y consistente. Una limitación de este estudio es que el objetivo clínico marcado fue el ingreso hospitalario, y en él, además de la gravedad de la insuficiencia respiratoria, pueden influir otros factores como la edad, factores de riesgo asociados y características familiares y sociales. Por otra parte, la respuesta individual de los niños con bronquiolitis al tratamiento es muy variable. Por eso motivo, puede estar justificado realizar un tratamiento de prueba con broncodilatadores y mantenerlo solamente si se demuestra una mejoría clara de la insuficiencia respiratoria.



Jesús López-Herce CidHospital General Universitario Gregorio Marañón, Madrid

sábado, 16 de maio de 2009

Job Offer/Oferta de Emprego

Enfermeiro (m/f) - Tarragona, Espanha
Adecco Recursos Humanos selecciona para prestigiado hospital da área da Saúde Mental, profissionais com o seguinte perfil:- Licenciatura em Enfermagem- Capacidade de trabalho em equipa- Orientação para o paciente - Profissionalismo- Capacidade de adaptação à mudança - Bons conhecimentos de Espanhol- Viatura própria Funções:Proporcionar e assegurar a atenção integral das necessidades dos pacientes, avaliando, juntamente com a equipa, os objectivos de assistência aos mesmos
Oferece-se:
Contrato de 3 meses
Boas condições salariais
Os interessados deverão proceder ao envio do CV em português e inglês acompanhado de carta de motivação, referindo o motivo da candidatura e expondo as suas mais valias para a função, para recrutamento.norte@adecco.com

Comportamiento de las reacciones adversas a los Analgésicos y Antinflamatorios no Esteroideos

RESUMEN

INTRODUCCIÓN: Los fármacos analgésicos y antiinflamatorios no esteroideos comparten algunas actividades terapéuticas y efectos colaterales, su mecanismo de acción está mediado por la inhibición de la Ciclooxigenasa (COX 1 y 2), enzima encargada de la biosíntesis de prostaglandinas y otros autacoides similares. En la Unidad coordinadora de Farmacovigilancia (UCNFv) se hace un análisis periódico de las sospechas de reacciones adversas notificadas y en el año 2001, se observó que de los 10 fármacos sospechosos de producir mayor número de reacciones adversas el 50% corresponde al grupo de los analgésicos y antinflamatorios no esteroideos (AINES) que es a su vez uno de los grupos de mayor consumo en el país.

MATERIAL Y METODOS: Se realiza una descripción del comportamiento de las sospechas de reacciones adversas relacionadas con Aspirina, Dipirona, Indometacina, Ibuprofeno, Naproxeno, Paracetamol y Piroxicam, incluyendo severidad, características demográficas y mecanismo fisiopatológico de las mismas.


RESULTADOS: En el año 2001 se recibieron en la UCNFv 16 195 notificaciones que contenían un total de 33 601 Reacciones Adversas Medicamentosas (RAM), de las cuales el 21.5% correspondió a los AINES, siendo este el grupo más notificado después de los Antimicrobianos. Se encontró que las reacciones de mayor gravedad afectaron a los sistemas hematológico, gastrointestinal y cuerpo como un todo, siendo el sexo femenino y el adulto joven los más afectados.


CONCLUSIONES: Debido a las reacciones notificadas y a la severidad de las mismas es necesario mantener vigilancia activa sobre este grupo farmacológico y realizar una prescripción adecuada por parte de los médicos con el fin de minimizar el riesgo de sufrir una RAM



más

Mais alunos a cometer excessos com o álcool

Tenda "Gata da Saúde" recebeu grande número de emergências

PEDRO ANTUNES PEREIRA in JN
Noites de concertos do Enterro da Gata continuam a ser marcadas pelo consumo elevado de bebidas alcoólicas. Uma tenda do curso de Medicina instalada no recinto assistiu, em média, 60 alunos por noite.


O Enterro da Gata termina hoje com um arraial minhoto, em Viana do Castelo. Abandonado o recinto junto ao Estádio Municipal surgem os primeiros balanços. Um deles refere o aumento do número de alunos que recorreram aos serviços de saúde instalados no local.



No gatódromo, designação do local onde se realiza o Enterro da Gata, aumentou o número de alunos que recebem apoio na tenda "gata na saúde". A organização fala em cerca de 60 casos de excesso de álcool por noite.
Ana Luísa, aluna de Medicina e coordenadora deste espaço, reconhece que os alunos estão mais sensibilizados mas ainda assim, há um aumento do consumo de bebidas alcoólicas em relação ao ano anterior: " Talvez as pessoas estejam mais alertadas sobretudo pela acção dos media, mas não foi isso que se viu aqui, porque os consumos têm aumentado e as pessoas chegaram aqui em estado muito mau".
No recinto, a tenda "gata na saúde" deu apoio aos estudantes que assistiam aos concertos. Um trabalho que também serviu para prevenir os comportamentos de risco: "Basicamente fizemos distribuição de preservativos, fizemos testes de alcoolemia e primeiros socorros. Somos todos alunos de Medicina e Enfermagem e contamos com o apoio dos bombeiros e de uma ambulância que se encarregava de levar os casos mais graves para o hospital", referiu, no último dia do certame Ana Luísa. Ao todo foram 14 alunos destacados para os sete dias de festa.



O local foi reforçado, este ano, pela iniciativa "Mais saúde, menos riscos". Neste caso, o comando foi assumido pelo Governo Civil de Braga, presente no Gatódromo. Curiosamente, José Lopes tem uma opinião diferente já que apesar dos excessos que caracterizam estes dias, os jovens mostram-se mais responsáveis, destacando a maior sensibilização dos jovens para o problema do álcool.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Enfermeiro de Família

Uma jovem inglesa enfrentou a oposição da família e teve sérias dificuldades em os convencer que cuidar de doentes era uma missão importante e meritória, digna de qualquer pessoa. Florence Nightingale, com o seu trabalho nos hospitais de campanha da guerra da Crimeia (1853-1856), demonstrou que cuidar bem requeria atitudes, técnicas e decisões próprias. Evidenciou que cuidar era também uma profissão.



Nasce a Enfermagem.
A partir dessa altura, a Enfermagem foi-se afirmando ao longo dos tempos, ganhou credibilidade e respeito e hoje é indispensável em qualquer sistema de saúde moderno e eficiente. Em muitos trabalhos e estudos internacionais a Enfermagem distingue-se como uma das profissões a que se atribui um crescente papel de modernização dos cuidados de saúde, em total sintonia com a própria evolução científica da profissão clínica.


Face a uma complexidade crescente dos problemas relacionados com a saúde, os enfermeiros são considerados elementos fundamentais nas estratégias e reformas a implementar. É irrefutável que promover o desenvolvimento científico e clínico da Enfermagem traz evidentes benefícios para todos.
Ontem assinalou-se o Dia Internacional do Enfermeiro. O CDS-PP sempre tem pautado a sua actuação política pela dignificação da carreira e pela atribuição de novas competências para o profissional. Exemplo disso é a Resolução n.º 4/2008/A, nascida de proposta do CDS-PP, que recomenda ao Governo que promova e implemente medidas concretas para melhorar os cuidados de saúde promovendo e incentivando novas saídas profissionais para jovens licenciados em enfermagem.



Entretanto, em Abril de 2008, numa intervenção no Parlamento Açoriano anunciei que o CDS-PP iria propor a criação do Enfermeiro de Família no âmbito do Serviço Regional de Saúde. Esta intenção contou, desde logo, com a concordância do então Secretário Regional dos Assuntos Sociais. Tal proposta faz parte do Programa Eleitoral do CDS-PP. Logo após a tomada de posse para a nova Legislatura, em Novembro passado, reunimos com a Ordem dos Enfermeiros nos Açores que se congratulou com a iniciativa. Mas reunimos também com outros representantes da classe. Até agora não tivemos qualquer recepção contrária a tal desiderato. Por isso, estamos em condições de, a muito breve trecho, apresentarmos a proposta legislativa.



O Enfermeiro de Família já existe em alguns países com resultados muito positivos e benefícios para as populações. É responsável por um conjunto de famílias, sendo sua função “contribuir de maneira útil nas actividades de promoção da saúde e prevenção da doença, para além das suas funções de tratamento”; “ajudar os indivíduos e famílias a adaptarem-se à doença e à incapacidade crónica e empregar uma grande parte do seu tempo junto dos doentes e famílias, no domicílio destes, nomeadamente, em períodos de crise”; “deverão fazer aconselhamento sobre os modos de vida e factores de risco, bem como ajudar as famílias em questões ligadas à Saúde”; “detectar precocemente os problemas para favorecer a tomada de consciência sobre os problemas de saúde familiar”; “contribuir para o encurtamento das hospitalizações ao prestarem cuidados de enfermagem às pessoas, nos seus domicílios”; desenvolver o papel de ligação entre a família e o médico, assumindo a responsabilidade, quando as necessidades identificadas reclamem expressamente cuidados de enfermagem”.



Este projecto transversal à Sociedade Açoriana é, com certeza, um pequeno custo para o Serviço Regional de Saúde, mas um grande ganho para a saúde dos Açorianos.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

"Greve é o que resta aos enfermeiros"

Pela terceira vez este ano, os enfermeiros voltaram à greve. E prometem fazê-lo de novo se o Ministério da Saúde não acolher as reivindicações de carreira dos sindicatos. A paralisação passou dos 80% nos hospitais, garantem os grevistas.


Era Dia Internacional do Enfermeiro. Enquanto, no Porto, o secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, prestava homenagem à classe, no S. João, mais de cinco mil profissionais enchiam a Avenida João Crisóstomo, em Lisboa, sede do Ministério da Saúde (MS). Por "uma justa carreira que dignifique a enfermagem" e exigindo a admissão de enfermeiros em contratos precários.


As razões da luta são as mesmas das anteriores greves: os enfermeiros cansaram-se daquilo que dizem ser avanços e recuos do MS na negociação da carreira de enfermagem. O arrastamento do processo e as "indecisões e adiamentos" foram o mote da manifestação, que foi entregue, por escrito, ao chefe de gabinete da ministra e, mais tarde, a um representante do primeiro-ministro.


Para além de denunciarem a falta de admissões de enfermeiros - que obriga os que há a trabalhar mais horas, pondo em risco os cuidados, dizem os sindicatos -, os enfermeiros pedem para ser tratados como os restantes licenciados da Função Pública. Querem um início de carreira com salário igual aos dos professores ou inspectores, por exemplo, enquanto o MS propõe pagar-lhes menos 200 euros. E querem progressão igual, e não uma que os obrigue a trabalhar 45 anos para atingir o topo da carreira. Pedem ainda que as matérias de carreira em negociação sirvam para trabalhadores em regime de funções públicas e para os contratados individuais dos hospitais entidades públicas empresariais (horários, regras disciplinares e salários).


Prometem radicalizar-se se esta greve não der resultados porque, resume o sindicalista Paulo Anacleto, em Coimbra, "é o que resta aos enfermeiros". Manuel Pizarro discorda. E lamenta paralisações a meio de uma processo negocial "bem encaminhado" e com espírito de "cooperação". "Não parece que ajude muito".


Nos hospitais, contas dos quatro sindicatos que convocaram o protesto, a adesão à luta foi de 81%. O MS, do seu lado, calcula 63% dos enfermeiros parados. As divergências são as de sempre. O certo é que os serviços ressentiram-se, com consultas e cirurgias programadas paradas.