sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Prisões vão ter cuidados diários de enfermagem

A partir da Primavera todas as prisões do país vão ter serviço diário de enfermagem e acompanhamento médico pelo menos três dias por semana, «um passo de gigante», revelou, esta sexta-feira, o subdirector-geral dos Serviços Prisionais, José Ricardo Nunes.



Em Leiria, onde assistiu à assinatura de um protocolo de colaboração entre o Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) e os estabelecimentos prisionais do concelho, Ricardo Nunes sublinhou o esforço que está a ser feito para melhorar o acompanhamento médico em meio prisional.



«Vai haver alguma melhoria a partir da Primavera, uma vez que temos um concurso internacional de prestação de cuidados de saúde que vai permitir ter diariamente, em todos os estabelecimentos prisionais, serviços de enfermagem - o que é fundamental ao nível do acompanhamento e da toma de medicamentação - e todos os estabelecimentos vão ter médicos pelo menos três vezes por semana. É um passo de gigante», disse.



O subdirector-geral dos Serviços Prisionais, o objectivo é «criar condições para que no futuro haja uma mais fácil transição e convergência com o Serviço Nacional de Saúde».
«Estamos a arrumar a casa e está a ser preparado um manual de procedimentos na área da saúde que foca todas as matérias que são relevantes na intervenção clínica, com a especificidade própria do sistema prisional», sublinhou.



O acordo assinado hoje entre o IDT e as prisões do concelho de Leiria vai abranger os 106 reclusos do Estabelecimento Prisional Regional de Leiria e os 268 detidos no Estabelecimento Prisional de Leiria, e ainda os técnicos e guardas daquelas estruturas.



O programa prevê a intervenção no sentido da redução de riscos de consumo e dos comportamentos de risco associados, aumentar o número de beneficiários do tratamento/acompanhamento e contribuir para um maior conhecimento sobre as substâncias psico-activas por parte dos grupos-alvo

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Infecção do trato urinário/Urinary tract infection

Urinary tract infection: searching evidence for nursing care.
Infecção do trato urinário: pesquisando evidências para o cuidado de enfermagem.



Roberto Oliveira (1), Neuza Azevedo(2). Isabel CF da Cruz(3), Marilda Andrade(3), Fátima HE Santo(3).
1- Ministério da Saúde. Rio de janeiro, Brasil, 2 – Universidade Federal Fluminense. Rio de Janeiro, Brasil



Abstract:


Systematic review on treatment of urinary tract infection. Seeks to identify the evidence for the nursing care in the references selected, linking the actions and strategies that identify the causes and factors and can promote the occurrence of urinary tract infections; specifications of the microorganisms that cause the colonization as well as therapeutic strategy used in health scenario. The nursing care appears subliminally suggesting that the technical procedure, when carried out correctly and appropriately minimizes risks to patient. Identifies as key evidence for the occurrence of urinary tract infection the instrumentalization of the former and that a nurse with safe praticing with the customer, enables the prevention of risks with harm reduction to both and to society.



Key-words: Urinary Catheterization; Urinary Tract Infections; nursing care.



Resumo:


Este trabalho constitui uma revisão sistemática de literatura sobre Infecção do trato Urinário (ITU). Busca identificar as evidências para o cuidado de enfermagem citada nas referências selecionadas, relaciona as ações e estratégias que identificam as causas e fatores que podem oportunizar a ocorrência das Infecções do trato urinário; especificações dos microorganismos que causam a colonização, bem como estratégia terapêutica utilizada no cenário da saúde. O cuidado de enfermagem aparece de forma subliminar sugerindo que o procedimento técnico, quando realizado de forma correta e adequada minimiza os riscos para o paciente. Conclui identificando como evidência principal para a ocorrência de ITU a instrumentalização do mesmo e que uma prática segura da enfermeira para com o cliente, permite a prevenção dos riscos com redução de danos para ambos e para a sociedade de modo geral.



Palavras-chave: Cateterização urinária; infecção do trato urinário; cuidados de enfermagem.


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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Nova proposta de carreira não deve pacificar Saúde

Nova proposta de carreira não deve pacificar Saúde
Contraproposta do Governo enviada aos médicos mantém matérias mais contestadas


IVETE CARNEIRO - Jornal de Noticias



A ministra da Saúde da Saúde cumpriu e enviou ontem aos parceiros as suas novas propostas de carreiras. Que pouco alteram as anteriores, liminarmente recusadas pelos sindicatos. O JN teve acesso ao diploma dos médicos.



Depois de dois meses de silêncio, a ministra Ana Jorge anunciou ontem de manhã, na Assembleia da República, que enviaria aos parceiros ainda ontem as novas propostas para as carreiras médica e de enfermagem. Uma promessa feita em dia de greve geral de enfermeiros com 77% de adesão e dois dias depois de ter afirmado que não é em clima de confronto que se fazem negociações.



Cumpriu o prometido em dia de confronto. E agendou reuniões para a primeira semana de Março. Mas, a crer no documento relativo aos médicos, não deverá pacificar os ânimos. A proposta mantém praticamente tudo o que o sindicatos questionavam, a começar pela clara separação entre os profissionais com vínculo à função pública e os que têm contrato individual de trabalho. Ora, quer médicos quer enfermeiros reclamavam um único instrumento legal para todos, para evitar o "caos organizativo". Os sindicatos não aceitam que dois profissionais exerçam as mesmas funções lado a lado, mas se sujeitem a remunerações, horários e regras disciplinares diferentes. Uma realidade que acontece nos hospitais, depois da sua transformação em entidade pública empresarial (EPE), e que se alargará aos centros de saúde à medida que estes integrem unidades locais de saúde sob administração do hospital EPE local (como acontece em cinco concelhos).



No que toca exclusivamente aos médicos, a nova proposta ministerial insiste em remeter para um diploma próprio a qualificação médica, que a Federação Nacional dos Médicos e o Sindicato Independente dos Médicos já tinham dito dever ser integrada na definição da carreira. Um ponto que deixa em aberto a guerra com a Ordem dos Médicos, com quem a ministra está a fazer esta negociação particular, que, dizem, é matéria exclusivamente sindical.



Motivo de contestação na anterior proposta ministerial fora a definição do horário normal de 40 horas. Vai contra o estabelecido no novo regime da Função Pública, que fixa as 35 horas, alertavam os sindicatos. A nova proposta mantém-no.



Da mesma forma, mantém-se a dispensa de urgência à noite a partir dos 55 anos (hoje é aos 50) e acrescenta a dispensa de qualquer urgência aos 60 (hoje aos 55). A ideia já tinha sido alvo de recusa, por ir contra as normas europeias. Além de ser também matéria do âmbito da contratação colectiva, e não deve ser definida num diploma geral, diziam os sindicatos. Tal como esta, também a formação, a avaliação e os conteúdos funcionais são para negociar depois de haver uma carreira definida. Ora, consta neste novo projecto, como acontecia no anterior. Assim como constam tabelas salariais. O confronto ameaça prolongar-se.


sábado, 21 de fevereiro de 2009

Desabafo de Um enfermeiro


(..)Como Enfermeiro, estive hoje de greve assegurando cuidados mínimos. Revejo-me
integralmente nas reivindicações da classe.Mas pergunto-me como as outras pessoas vêm a
nossa classe, a nossa profissão, a nossa posição na sociedade.Será que não seremos
o parente pobre de um sistema de saúde que só tem olhos para outros interesses…
Sou licenciado. Ganho como bacharel ou nem isso. Deveria fazer 140h por mês e trabalho 160 ou mais. Não recebo nada por essas horas a mais, acumulando horas. Tenho colegas com quase 200h positivas, ou seja, 200 horas que prestaram serviço de qualidade e que não viram compensado o esforço, e porque não dizê-lo, dedicação à causa pública, fazendo os possíveis todos os dias para não faltar nada em termos de cuidados de enfermagem.

Essas 200 horas deveriam ser pagas como extraordinárias, ou melhor ainda, deveriam ser realizadas por um dos 5mil enfermeiros que actualmente não tem emprego. No meu serviço devem-se mais de 2000h. No meu hospital há uns dezenas de serviços e a média é nalguns casos superior. Devem-se no país, talvez um milhão de horas de cuidados. O que daria trabalho a mais 7000 Enfermeiros.


E já nem estou a falar no aumento do numero de enfermeiros por cada turno, senão o número teria de ser ainda maior. No meu serviço, para 32 doentes, podem estar apenas 2 enfermeiros de serviço. E ao contrário do que por vezes pensamos (os enfermeiros pensam) só temos 2 mãos, 2 olhos, 2 pernas e 1 cabeça. E não somos omnipresentes.
Sou contratado à mais de 4 anos, trabalhando um pouco à margem da lei com contratos de 6 meses 'miraculosamente' renovados. Mas será que algum dia deixarão de precisar realmente dos enfermeiros para termos um contrato tipo 'hipermercado' ou pior?

Depois, nestes 4 anos vi o meu ordenado ser aumentado pouco mais de 40€, ou seja 10€ ano. Não subi nenhum escalão, grau, etc, porque simplesmente não há carreira de enfermagem definida, e como contratado a coisa complica-se. Qual é o meu estímulo todos os dias? Apesar de ainda adorar o que faço, trabalho porque preciso do €€€€. É frustrante pensar que todos os anos ao contrário do que deveria ser, ganharei menos. Deveria ganhar como licenciado e ganhar horas extras se me fossem exigidas.

Eu que ganho 6,5€ à hora, bem menos que alguns funcionárias da limpeza (sem desprimor para o seu trabalho), não me pagam horas extra. Mas pagar 2500€ por 24h de um médico, já é moralmente e legalmente aceite.Deixemos de ser hipócritas. Sou mal pago. Sinto todos os dias na pele, o peso e o risco desta profissão, que não é dar injecções e medir tensões. Está redondamente enganado quem dessa forma pensa. Somos um elo central nas relações clínicas, um peça chave. Quem esteve internado e já precisou de nós saberá a tudo o que me refiro.
Formação adicional é sempre condicionada pelos serviços e instituições, num país que quer ter miúdos com computadores por todo o lado, num país em que se não formos doutores não somos ninguém, mas apelar a uma formação contínua, tendencialmente gratuita, é só para outras classes. A qualidade afinal é para outros verem. O doente que se trame.

Se tenho um curso de suporte básico de vida, devo-o a mim. 200€ e tem de ser renovado em 2-3 anos.
Se tenho um curso de suporte avançado de vida, devo-o a mim. 400€ e renovado em 2-3anos.
Se quero ser especialista, terei de ter pelo menos mais 6000€ de propinas para pagar. E depois, esperar que me aceitem numa instituição, que abram concursos, que se desbloqueiem verbas, etc. Um médico depois de médico torna-se especialista praticamente sem ir à escola em 6 anos. A prática é quase tudo. Nós seremos muito diferentes?

Se quero tirar uma pós.graduação ou mestrado, arrisco-me a queimar as pestanas e tirar tempo à família, não esquecendo mais 3000€ ou 6000€ de propinas. Em troca recebo mais 0€ ao fim do mês. É isto um estímulo ao desenvolvimento? É assim que a profissão está. É assim que nos sentimos.

E vós que opinião têm dos Enfermeiros?'

AUTOR: DESCONHECIDO

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

DOENÇA CELÍACA. ESTUDO CLÍNICO EM 27 CRIANÇAS



RESUMO
Os autores estudaram os aspectos clínicos da doença celíaca em 27 crianças portadoras dessa doença, analisando algumas informações de anamnese e de exame físico importantes para o diagnóstico da mesma. A distensão abdominal ocorreu em 100%, a diarréia e o deficit ponderal em 93% dos casos. A idade de apresentação dos sintomas e a idade em que foi feito o diagnóstico, assim como o intervalo de tempo entre as mesmas, foram mais tardias em relação às da literatura, situação essa atribuível às diferenças de hábito alimentar, à pouca disponibilidade de recursos diagnósticos e à confusão diagnostica com desnutrição primária e enteroparasitoses.
A doença celiaca é uma importante causa de diarréia crônica e desnutrição nos países da Europa. No Brasil, a alta incidência de má nutrição protéico-calórica primária e de enteroparasitoses
freqüentemente dissimula essa doença proporcionando confusão diagnostica.
Dentro do contexto atual da doença celiaca se destaca, cada vez mais, a necessidade de se estabelecer em tempo hábil um diagnóstico de certeza pois, tal diagnóstico, implica na instituição de uma dieta rigorosa e prolongada. No diagnóstico diferencial, deve ser levado em conta ainda o incremento de citações de casos de formas atípicas ou monossintomática1'11'12'13'18'19625 e de casos de aparecimento precoce associados à prática da introdução de cereais nos primeiros
meses de vida 17. Esta última situação freqüentemente proporciona confusão diagnostica devido à semelhança do quadro clínico com a intolerância secundária aos dissacarídeos 7.
Relatos quanto à modalidade de apresentação dessa doença no nosso meio são escassos2. Dessa forma, o presente trabalho •tem por objetivo relatar a nossa experiência e analisar os elementos clínicos mais importantes para o diagnóstico presuntivo da doença celiaca.
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Avaliação de risco de úlcera por pressão

Avaliação de risco de úlcera por pressão: propriedades de medida da versão em português da escala de Waterlow.
19/10/2007
Acta Paulista de Enfermagem

Resumo
ROCHA, Alessandra Bongiovani Lima e BARROS, Sonia Maria Oliveira de. Acta paul. enferm., abr./jun. 2007, vol.20, no.2, p.143-150. ISSN 0103-2100.


OBJETIVO: Esta pesquisa teve como objetivo conhecer os índices de especificidade e sensibilidade da versão adaptada à língua portuguesa da escala de Waterlow.

MÉTODOS: Aplicação clínica da escala adaptada para avaliar prospectivamente 44 pacientes, por 15 dias consecutivos, em unidades clínicas de um hospital universitário de porte extra. RESULTADOS: Os pacientes que desenvolveram úlcera por pressão apresentaram escores maiores do que aqueles sem a lesão; 18,1±3,4 e 12,8±5,4 (p<0.001),>

CONCLUSÃO: Os resultados demonstraram que a escala de Waterlow adaptada à língua portuguesa foi um instrumento preciso e eficaz para predizer o desenvolvimento de úlceras por pressão na população do estudo.


Palavras-chave : Úlcera de pressão; Medição de risco; Avaliação em enfermagem [métodos].
· resumo em inglês espanhol · texto em português · pdf em português

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Falta de Adesão à Lavagem de Mãos

POR/BR
Falta de Adesão à Lavagem de Mãos, Ação Irritante do Uso de Sabão e Luvas e Sua Influência na Microbiota Qualitativa e Quantitativa das Mãos de Enfermeiros

A lavagem de mãos é o procedimento mais simples e efetivo no controle das infecções Hospitalares, porém o mais difícil de ser implementado. A baixa adesão a esta prática é freqüente em função de vários fatores, particularmente à falta de pias, de tempo e da intolerância ao uso repetido de sabão. Este trabalho avaliou as alterações na microbiota das mãos de profissionais
de enfermagem sadias e irritadas pelo uso de luvas quando da lavagem com água e sabão. Avaliando-se a microbiota total das mãos, não houve diferenças nas contagens bacterianas obtidas antes e após lavagem de mãos sadias e irritadas de profissionais de saúde, porém
estas últimas com contagens mais altas. Observou-se uma maior freqüência (p≤0,05) de microrganismos com significado epidemiológico hospitalar nas mãos irritadas, com destaque para os bacilos Gram negativos. A importância amplamente reconhecida da higienização das mãos deve levar em conta a qualidade das formulações utilizadas, Particularmente em situações em que houver muitas oportunidades de lavagens, como nas unidades críticas, para que não haja comprometimento da saúde das mãos, baixa adesão na sua higienização e riscos de infecção para os pacientes.


Palavras-chave: Infecção hospitalar, higiene das mãos, irritação das mãos


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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Saúde - Médicos x Enfermeiros


Saúde - Médicos x Enfermeiros


Depois de várias reuniões praticamente inconclusivas, somos agora alertados para um abaixo-assinado dos enfermeiros, sobre contestação de faltas ou omissões importantes para a classe, em benefício de um todo em formação "Saúde/Médicos", que francamente não entendemos.Será que são os senhores médicos que acompanham os doentes nos hospitais, casas de saúde e clínicas, aquando dos internamentos? Serão os médicos que chamam os enfermeiros quando é necessário aplicar cuidados especiais de enfermagem, a prestar aos doentes internados? Serão os médicos que acompanham e vigiam, noite dentro, os doentes internados em cuidados intensivos e alertam os enfermeiros quando devem intervir na prestação dos cuidados e tarefas que se tornem necessárias aos doentes, face a alterações e reacções às profilaxias indicadas? Serão os médicos, quando após tantas chamadas e tanta persistência com a aplicação correcta dos fármacos e ao desenvolvimento normal do doente nas suas reacções, face aos resultados negativos que, porventura, surjam, a chamar os enfermeiros para a passagem da certidão de óbito? Tenham, por favor, a idoneidade de homens, na sua plenitude total, e assumam consequentemente, sem demagogias, egoísmo e vaidade, a verdadeira missão que escolheram e o juramento feito no final do curso. Cuidem dos vossos doentes com humanidade em uníssono sem olhar às medalhas de ouro para os médicos e entregarem aos enfermeiros e técnicos de saúde apenas réplicas de medalhas idênticas. Sejam homens verdadeiros e conscientes e lembrem-se que na "Saúde" há sempre médicos, enfermeiros, técnicos e ajudantes, e que todos trabalham em conjunto para o mesmo fim.



Emídio Loja in JN.PT

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Enfermeiros com sentido de humor ajudam doentes a lidar com a situação de internamento



“Resposta humana ao humor: Quando o humor integra o agir profissional dos enfermeiros” é como se designa a tese de doutoramento defendida na Universidade de Lisboa, no dia 30 de Janeiro, pela Prof.ª Helena José, docente do Departamento de Enfermagem da Escola Superior de Saúde de Faro (ESSaF) da UAlg. Aprovada com louvor e distinção, Helena José tornou-se assim a primeira doutorada em Enfermagem da Universidade de Lisboa e demonstrou que o humor é uma estratégia essencial no dia-a-dia do cuidado de enfermagem. “O humor é algo muito importante na vida das pessoas e por isso os enfermeiros não podem deixar de o integrar na sua esfera de competências: têm a obrigação de o fazer”, sublinha.

A tese defendida por Helena José assume como eixo central a integração do humor no agir profissional dos enfermeiros de um serviço de cirurgia e procura, genericamente, responder a uma pergunta: será possível integrá-lo, realmente, na esfera de competências do enfermeiro?
Com a ajuda voluntária de 19 enfermeiros do serviço de Cirurgia do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio (CHBA), que entre Setembro de 2005 e Março de 2007 colaboraram com Helena José introduzindo o humor na sua prática profissional, conseguiu obter uma resposta: “Sim, é possível integrar o humor na prática da enfermagem. Verificámos que o humor minimiza a ansiedade e a angústia induzidas pelo internamento ao doente, mas que também atenua o stress vivenciado diariamente pelo próprio enfermeiro, permanentemente em contacto com situações de sofrimento”, refere a investigadora.
Para fazer a recolha dos dados foram analisados documentos escritos, aplicada a Escala Muiltidimensional do Sentido de Humor aos 77 doentes e 19 enfermeiros participantes no estudo, tendo ainda havido lugar a períodos de observação e entrevista. Os dados recolhidos foram então submetidos a análise estatística, de conteúdo e de discurso. Assim, durante este ano e meio (e parece continuar ainda) o humor foi integrado no agir profissional dos enfermeiros do serviço de Cirurgia do CHBA, ou seja, em todas as dimensões da prestação de cuidados.

18 meses com comédias e livros humorísticos, caricaturas e piadas deram frutos
No contexto deste estudo verificou-se que o humor minimizou sentimentos negativos e promoveu a comunicação, contribuindo para o estabelecimento de uma relação de confiança entre o enfermeiro e a pessoa cuidada. “O humor funcionou como uma estratégia muito eficaz para lidar com a tensão e a ansiedade”, adianta a investigadora.
Diversas estratégias foram utilizadas pelos enfermeiros para interagir com os doentes, como anedotas, visionamento de filmes cómicos, leitura de livros humorísticos e brincadeiras, entre outras. “Tendo em conta a pessoa internada num serviço de cirurgia, o humor ganhou expressão na forma de comunicação verbal e não verbal, facilitando a abordagem do enfermeiro e ao mesmo tempo promovendo a receptividade da pessoa às informações que lhe eram dadas”, continua a especialista.
Helena José chama a atenção para outro aspecto: o ambiente descontraído vivido entre os próprios elementos da equipa de enfermagem, ao recorrerem ao humor como ferramenta de trabalho, acabou por ter um efeito de contágio junto dos doentes. “Sai beneficiada a própria relação de cuidados, sobretudo ao nível da promoção da confiança que os doentes depositam nos enfermeiros: torna a relação entre ambos mais informal, facilita a expressão de sentimentos, alivia a ansiedade, distrai e ajuda a gerir a situação vivida no momento.”
Ainda segundo a investigadora, “a relação interpessoal estabelecida entre o enfermeiro e a pessoa de quem cuida beneficia da utilização do humor já que este reduz o desconforto de ambos aquando de procedimentos invasivos ou que impliquem exposição corporal”. Por exemplo, exemplifica, “o recurso ao humor permitiu que o enfermeiro efectivasse uma acção dolorosa sem que o doente quase nem se apercebesse, ou seja, este distraiu-se e descentrou-se daquilo que o enfermeiro estava a fazer”.

Investigadora lança repto: reconheça-se o poder benéfico do humor
“A integração do humor no agir profissional dos enfermeiros é um avanço no estabelecimento da interacção enfermeiro-doente, ao promover o declínio de uma imagem séria, rígida e formal”, reforça Helena José na conclusão da sua tese de doutoramento, lançando um repto:
“Impõe-se levar ainda mais além o aprofundamento desta temática e desafiam-se gestores e administradores de hospitais e centros de saúde, reitores, presidentes de conselhos directivos, docentes, enfermeiros e ordens profissionais a reconhecerem que o humor tem poder emancipador e transformador, que tem imensas virtudes, seja qual for a situação de vida da pessoas e que, por isso, devem valorizá-lo e promover a sua integração no desempenho e na formação, contribuindo assim para pessoas e organizações mais saudáveis”.
Mas Helena José não se limita a sugerir a integração activa e positiva do humor nos cuidados de enfermagem. Na sua tese de doutoramento deixa duas propostas concretas, concebidas com base nos dados recolhidos durante o trabalho de campo: o modelo explicativo da integração do humor no agir profissional dos enfermeiros e o “modelo Sorriso”. Este último é apresentado pela investigadora como sugestão de boa prática para uma utilização do humor enquanto acção de enfermagem, que pode ser sintetizado assim: “sorriso, conectar o olhar, usar intuição e imaginação, parar, ouvir, usar sensibilidade, considerar o efeito da acção”.


in Canallagos.com

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Empresas estrangeiras recrutam portugueses qualificados


A saúde é a área predominante - Classificados na Net cada vez mais procurados



Nos sites de emprego ou nos classificados dos jornais, são cada vez mais comuns os anúncios de empresas e hospitais estrangeiros a recrutarem profissionais portugueses com qualificações superiores. A saúde é a área predominante, especialmente no domínio da enfermagem.
O fenómeno pode ser constatado no site do IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional, que, mesmo não sendo muito pródigo na quantidade de anúncios de emprego, durante o mês de Janeiro deu conta de três alertas de empresas estrangeiras. Como seria de esperar, lá está uma oportunidade para enfermeiros, desta feita na Finlândia. O anúncio surge em inglês e, sem grandes detalhes, apenas dá conta de que o prazo para o envio de currículos termina a 10 de Março, estando prevista a realização de entrevistas em território luso durante a primeira semana de Abril. A emigração de enfermeiros portugueses tem crescido e o destino é, na maioria das vezes, Inglaterra. Logo no início do ano, uma reportagem da RTP avançava até com a informação de que em 2008 se haviam inscrito 66 enfermeiros de nacionalidade portuguesa na Ordem dos Enfermeiros britânica. Sem ter acesso a qualquer tipo de estatística, conseguimos no entanto perceber que esta não é uma situação exclusiva do sector da saúde. A provar que as vagas do mercado internacional à disposição de profissionais portugueses vão mais além está um anúncio também publicado no site do IEFP, dirigido a assistentes sociais. A oportunidade expirou a 23 de Janeiro, data em que teve lugar em Coimbra uma sessão de informação/recrutamento para quem pretendesse exercer a profissão no Reino Unido. Igualmente exigente na perspectiva das qualificações é um anúncio da cadeia de hotéis Iberostar, que procura animadores para unidades hoteleiras em Palma de Maiorca. A procura incide sobre técnicos especializados em “fit&fun sports” e/ou em animação de crianças para a temporada Primavera-Verão 2009, que tem início já em Março.


Fonte: Algarve Press

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Humor ajuda doentes a superar dor e melhorar


Queimados são dos que mais beneficiam do tratamento feito por enfermeiros bem-dispostos



00h38m
EDUARDA FERREIRA



Para atenuar a dor e o sofrimento causados pela doença, profissionais de saúde podem lançar mãos a "palhaçadas"? Sem dúvida que sim, responde a primeira doutorada em Enfermagem pela Universidade de Lisboa.
Helena José desenvolveu o tema da sua tese no Hospital Distrital do Barlavento Algarvio, EPE, aí contando com a colaboração dos serviços e profissionais de saúde ligados a especialidades cirúrgicas. Ali convergem doentes com alguma ou muita gravidade, sofrendo de problemas agudos ou crónicos. A dor é a vivência em comum nestes doentes que, no grupo estudado, incluíu também vítimas de queimaduras graves.
Helena José, que é professora da Escola Superior de Saúde da Universidade do Algarve, trabalhou no terreno da enfermagem entre 1986 e 1999, lidando directamente com urgências e blocos operatórios.
Neste estudo que serviu de base à sua tese de doutoramento (em que na passada sexta-feira foi aprovada com distinção e louvor) ela recorreu à cooperação de 19 enfermeiros e de 77 doentes; a observação directa no hospital decorreu ao longo de um semestre.
Aos profissionais de saúde foi pedido que usassem diversos estratagemas no seu contacto com os doentes ali internados: uma flor no cabelo, um autocolante com o traço simbólico internacional do sorriso afável, o nariz de palhaço redondo que uma campanha dirigida a crianças doentes já consagrou um pouco por todo o mundo. Outras armas: os filmes do desajeitado "Mr.Bean" ou o campeão das repetições portuguesas "Aldeia da Roupa Branca".
Mas estes são apenas instrumentos. Helena José defende que "o humor deve estar integrado na acção profissional do enfermeiro", porque isso significa uma mais-valia para o doente. "O bom humor faz-nos bem", afirma, para lembrar que "há já muita evidência científica do efeito do bom humor, por exemplo, pela libertação das endorfinas" (que potenciam a sensação de bem-estar, como parece acontecer quando comemos chocolate).
"Nem mesmo a pessoa mais rabugenta está desprovida de humor", comenta Helena José sobre a hipótese de alguns doentes não reagirem.



FONTE: www.jn.pt

A relação entre a articulação sacro ilíaca, estabilização muscular e a instabilidade lombo pélvica

Craig Liebenson (E-mail: cldc@flash.net) - JBMT Fonte Terapiamanual.net




Introdução


A articulação sacro ilíaca (SI) é umas das fontes dos problemas lombares e necessita uma pequena justificação para ser a causa especifica da dor. Tem sido provado que a dor vinda da articulação SI pode não só causar dores lombares, mas também dores na virilha e na coxa. Esta distribuição de dor e tensões palpáveis na EIPS são indicadores favoravelmente seguros de que o gerador da dor é a articulação sacro ilíaca. Surpreendentemente, os testes ortopédicos tradicionais não são muito confiáveis. Os testes de palpação ao movimento não são confiáveis se usados sozinhos.São hipóteses que a dor lombo pélvica pode ser devido à sobrecarga dos ligamentos do assoalho pélvico e/ou junção lombo pélvica durante a atividade em que se têm que transferir o peso entre as pernas e o tronco. Tem sido mostrado que esta insuficiência tem surgido devido a uma má função de estabilização muscular. Isto é um importante problema em particular nas mulheres vinda de parto com dor pélvica posterior semelhante à desordem comum. Biomecânica clinica da articulação SIO mecanismo de autofechamento da pelve é chamado de forma ou força de fechamento. A forma de fechamento é característica da anatomia da articulação SI, principalmente na sua superfície plana, promovendo estabilidade. Infelizmente estas superfícies planas são vulneráveis a força de torção semelhante as que ocorrem durante a caminhada. Trabalhos recentes têm demonstrado como os músculos, ligamentos e a fáscia toraco-lombar ajudam na estabilidade da pelve, desta maneira concluímos a força de fechamento. Isto é necessário durante a marcha quando as cargas unilaterais das pernas introduzem as forças de torção, e o sistema músculo-fáscia-ligamentar é requerido para estabilizar a pelve pela compressão da articulação SI.A tuberosidade do sacro e o longo ligamento sacroiliaco dorsal são responsáveis por limitar a nutação e a contra nutação, respectivamente. A tensão ligamentar insuficiente ira diminuir a força de fechamento. Três grupos de músculos se fixam na pelve os no sentido longitudinal, os oblíquos anteriores e os oblíquos posteriores, são os componentes ativos no sistema de estabilização da pelve. Estes músculos estão descritos na tabela 1.AvaliaçãoA provocação da dor, a mobilidade e a estabilidade da pelve devem ser todos testados. Testes de palpação nos movimentos individuais não são confiantes, mas quando uma seqüência de testes de confiança na articulação SI são usados juntos, pode ser feita uma classificação valida em pacientes que têm disfunção SI.Um novo teste de estabilidade chamado Active Straight-leg-raising test (ASLR) tem sido descrito por Mens.


Este pode ser usado para verificar se a articulação SI é instável e checar no pós-tratamento para determinar se a importância da tentativa de tratamento (ver tabela 2).O ASLR tem sido mostrado para ser associado com a dor sacro-iliaca do pós-parto. Mens pergunta aos pacientes para pontuar sua dificuldade em uma escala de um a seis:


- Sem dificuldade = 0;- Mínimo de dificuldade = 1;- Alguma dificuldade = 2;- Dificuldade significante = 3;- Muita dificuldade = 4;- Impossível de fazer = 5.


Tabela 1


-Músculos fixadores responsáveis pela força de fechamento na articulação SI.


Fixadores longitudinais:-


Origem do multifidus no sacro;


- Camada profunda da fáscia toracolombar;


- Origem da cabeça longa do bíceps com o ligamento sacrotuberoso;


Fixadores oblíquos posteriores:


- Grande dorsal e glúteo Maximo e bíceps femoral contralateral.


Fixadores oblíquos anteriores:


- Peitoral, obliquo externo, transverso do abdômen e obliquo interno.


Outros músculos:


- Diafragma;- Assoalho pélvico.


Tabela 2


-ASLRPaciente deitado em supino com as pernas 20 cm separadas fazendo uma elevação ativa de uma perna a 20 cm de altura seguindo a introdução, “tentar elevar a sua perna, uma após a outra, sobre o divã até 20 cm sem dobrar o joelho”.


O teste é positivo se:


- A perna não pode ser elevada;


- Sensação de peso na perna;


- Diminuição de força (o terapeuta deve adicionar força);


- Importante rotação ipslateral do tronco.


Deve ser observado para ver a melhora:


- Compressão manual ainda no ilíaco;


- Abdômen côncavo;


- Cinturão SI endurecido ao redor da pelve


.A pontuação de ambos os lados era adicionada, assim a extensão da soma da pontuação vem de 0 a 10.A confiança da mensuração do re-teste por Pearson´s correlaciona o coeficiente entre as duas pontuações do ASLR sendo uma semana 0.87; o ICC era 0.83. Sensibilidade era 0.87 e especificidade era de 0.94.Tem sido mostrado que a alteração da cinemática do diafragma e do assoalho pélvico estão presentes nestes que têm o teste ASLR positivo.


Adicionalmente, a compressão manual ainda no ilíaco normalizado causa uma alteração na estratégia do controle motor.


Tratamento


O tratamento abrange as recomendações, manipulação e exercícios. Após as recomendações sobre a postura lombo-pélvica durante as atividades de sentar, ficar em pé, andar, elevar peso e carregar peso. Em particular, dar recomendações para evitar crepitação durante um longo tempo sentado. Também, a estabilização do cinto SI pode ser indicado ate que o controle neuromuscular da postura seja reduzido subcorticalmente.


Manipulação ou a mobilização no bloqueio da articulação pode ser necessária. Outra terapia semi-ativa ou manual pode ser considerada incluída a liberação miofascial da fascia lombo dorsal e relaxamento pos isometria dos adutores, piriforme, ísquios tibiais, quadrado lombar, iliopsoas, grande dorsal, eretor da espinha ou tensor da fascia lata.


O exercício deve ser focado na reativação da estabilização intrínseca profunda semelhante ao transverso abdominal, obliquo interno e o multifidus. O quadrado lombar, glúteo médio, glúteo maximo e grande dorsal podem ser requeridos no treino de endurance. Em particular, padrões de exercícios de treinamento nos movimentos de estabilidade e posições semelhantes ao da vida diária, recreativa e esportiva ou demandas ocupacional. Por examplo, mini agachamento, puxamento e movimento de empurrar.


Resumo


As articulações SI são uma importante fonte de dor e de atividades intolerantes. A força de fechamento da articulação SI requer uma interação apropriada dos músculos, ligamentos e fácias. O teste ASLR pode ajudar a determinar se um tratamento específico é efetivo. Orientações sobre postura, manipulação ao longo da articulação SI com terapia manual dos músculos e fácias relatados, exercícios chaves de estabilização são todos componentes importantes na restabilização da estabilidade lombo-pélvica.



References


Erhard, R.E., Delitto, A., 1994. Relative effectiveness of anextension program and a combined program of manipulationand flexion and extension exercises in patients with acutelow back syndrome. Physical Therapy 74, 1093–1100.Fortin, J., 1998. Sacroiliac Joint Dysfunction: The Can of Worms.Update on Soft Tissue Pain and Rehabilitation. University ofManitoba and Manitoba Public Insurance, Winnipeg, Manitoba,May 28–30.Mens, J.M.A., Vleeming, A., Stoeckart, R., Stam, J.H., Snijders,C.J., 1996. Understanding peripartum pelvic pain; implicationsof a patient survey. Spine 21, 1363–1370.Mens, J.M.A., Vleeming, A., Snijders, C.J., et al., 1999. Theactive straight leg raising test and mobility of the pelvicjoints. European Spine Journal 8, 468–473.Mens, J.M.A., Vleeming, A., Snijders, C.J., Koes, B.W., Stam,H.J., 2001. Reliability and validity of the active straight legraise test in posterior pelvic pain since pregnancy. Spine 26,1167–1171.O’Sullivan, P.B., Beales, D.J., Beetham, J.A., Cripps, J., Graf, F.,Lin, I.B., Tucker, B., Avery, A., 2002. Altered motor controlstrategies in subjects with sacroiliac joint pain during theactive straight-leg-raise test. Spine 27, E1–E8.Pool-Goudzwaard, A., Vleeming, A., Stoeckart, C., Snijders,C.J., Mens, M.A., 1998. Insufficient lumbopelvic stability:a clinical, anatomical and biomechanical approach to‘‘a-specific’’ low back pain. Manual Therapy 3, 12–20.Schwarzer, A.C., April, C.N., Bogduk, N., 1995. The sacroiliacjoint in chronic low back pain. Spine 20, 31–37.Snijders, C.J., Vleeming, A., Stoeckart, R., 1993. Transfer oflumbosacral load to iliac bones and legs. Part I: biomechanicsof self-bracing of the sacroiliac joints and its significance fortreatment and exercise. Clinical Biomechanics 8, 285–294.

Efeito da utilização de bandas elásticas durante aulas de hidroginástica na força muscular de mulheres

Resumo >>> MAIS



O objetivo deste estudo foi comparar as modificações na força/resistência muscular após quatro semanas de hidroginástica com e sem a utilização de bandas elásticas. Participaram do estudo 26 mulheres com idade entre 50 e 60 anos, praticantes de hidroginástica havia pelo menos seis meses. Pré e pós-treinamento, os sujeitos foram submetidos aos testes de flexão de cotovelo, impulsão vertical sem auxílio dos braços e levantar da cadeira em 30 segundos. Os sujeitos foram divididos aleatoriamente em dois grupos: treinamento elástico (GTE) e treinamento convencional (GTC). O GTE realizou a aula de hidroginástica com incremento de banda elástica como sobrecarga adicional. O GTC realizou aula de hidroginástica sem sobrecarga adicional. Para o tratamento estatístico foi utilizada análise de variância (ANOVA) por dois fatores, seguida do teste post hoc de Tukey com P <>


Palavras-chave : resistência elástica; atividades aquáticas; envelhecimento; aptidão física.


FONTE SCIELO


PINTO, Luiz Gustavo et al. Efeito da utilização de bandas elásticas durante aulas de hidroginástica na força muscular de mulheres. Rev Bras Med Esporte [online]. 2008, vol. 14, no. 5, pp. 450-453. ISSN 1517-8692.

Imposição das insígnias na Universidade do Minho

Novos enfermeiros desafiados a serem animadores da sociedade
Mais de três dezenas de finalistas da Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho foram ontem desafiados a serem animadores da sociedade contemporânea.
Durante a Eucaristia da bênção e imposição das insígnias, que decorreu no Auditório A1 daquela instituição de ensino superior, o responsável da Pastoral Universitária da Arquidiocese de Braga pediu ainda que os novos enfermeiros «ousem ser diferentes», «teimem com todas as forças» e «nunca esmoreçam».

Texto, José António Carneiro
Fonte: Antena Minho

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Governo apoia enfermeiros a prosseguir para medicina

Regional Acoriano Oriental 2009-01-26


O Governo Regional pretende, a breve trecho, alargar o âmbito das suas bolsas de formação específica, contemplando os finalistas do curso de enfermagem que desejem prosseguir estudos, como médicos, em Medicina Geral e Familiar.
O anúncio foi feito ontem pelo secretário regional da Saúde, Miguel Correia, na sessão de abertura das comemorações dos 50 anos da Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada. O governante aproveitou ainda a ocasião para dizer que os Açores são “uma das regiões do país com maior número de enfermeiros por 1000 habitantes, segundo o Instituto Nacional de Estatística” e que “só em 2008 entraram para o Serviço Regional de Saúde 77 novos enfermeiros”. Já com os jornalistas, quando confrontado com a precariedade em termos de vínculo laboral de muitos desses profissionais, o responsável pela tutela limitou-se a frisar que “tem havido um grande esforço por parte do Governo para desbloquear vagas.” “Isso tem acontecido desde 2006 até agora. Portanto estamos a caminhar para uma situação mais segura a nível laboral”, acrescentou. A esse propósito, a presidente da Câmara de Ponta Delgada, Berta Cabral, que também interveio na sessão de abertura, apelou a que se valorizasse a carreira de enfermagem, “assegurando condições compatíveis com a exigência técnica e o desgaste psicológico de quem lida todo o dia com o problema multifacetado da doença”. Nesse sentido, a autarca não deixou de destacar a importância de envolver directamente os enfermeiros nas sucessivas fases do processo de reforma dos serviços de saúde, “não só na implementação final, mas desde a sua definição inicial”. “A carreira de enfermagem que tanto luta pela sua justíssima dignificação, precisa menos de palavras de circunstância e espera por mais compromissos concretos da parte das entidades neste caso competentes”, desafiou Berta Cabral. E por falar em necessidades, a directora da Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada, Amélia Correia, em declarações aos jornalistas, voltou a insistir na falta de docentes como sendo o “calcanhar de Aquiles” da instituição, afirmando que aos 28 professores seria preciso somar, no mínimo, mais oito. “Para além da carreira lectiva, o docente tem de fazer também uma actividade de investigação que nós neste momento não estamos a conseguir fazer, senão à custa do tempo familiar que cada um de nós vamos retirando”, sustentou Amélia Correia. Instado a comentar a situação, o reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, justifica com a “indisponibilidade de meios” da academia. “A Universidade no seu conjunto também não faz mais porque não tem mais recursos humanos e materiais. A situação é idêntica em toda a academia e diria também que em todas as universidades portuguesas. O problema decorre da falta de renovação de quadros em todo o sistema de ensino em Portugal”.



Luísa Couto

domingo, 25 de janeiro de 2009

Medical Management of Hyperglycemia in Type 2 Diabetes: A Consensus Algorithm for the Initiation and Adjustment of Therapy

A consensus statement of the American Diabetes Association and the European Association for the Study of Diabetes



The consensus algorithm for the medical management of type 2 diabetes was published in August 2006 with the expectation that it would be updated, based on the availability of new interventions and new evidence to establish their clinical role. The authors continue to endorse the principles used to develop the algorithm and its major features. We are sensitive to the risks of changing the algorithm cavalierly or too frequently, without compelling new information. An update to the consensus algorithm published in January 2008 specifically addressed safety issues surrounding the thiazolidinediones. In this revision, we focus on the new classes of medications that now have more clinical data and experience.


Copying with attribution allowed for any
non-commercial use of the work. American Diabetes Association 2008
Image from LakesHospital

Diabetes


FROM: ACTION NOW


Healthcare Professionals
We welcome healthcare professionals and others to check out what we think are the best available downloadable materials and links to information about the care of patients with diabetes.
In the healthcare professional section, you’ll find:
Local diabetes care guidelines
Copy-ready chart pages to streamline patient follow-up
Patient handouts on diabetes
Links to tools and resources for your convenience, such as Diabetes PHD for advanced risk determination (your patients may need your help with this)


The American Diabetes Association’s screening tool, Diabetes PHD, is a tool that healthcare professionals may wish to assist their patients with because the health information requested requires knowledge of the individual’s blood pressure, blood glucose, and HDL, LDL, and total cholesterol levels, as well as a detailed list of medications.
Hot Links to Take ActionNow! to Prevent Diabetes
Toolkit Materials
Adult Care & Guidelines
Adult Flowsheet (pdf): Guidelines of Medical Care for Adult Patients with Diabetes
Adult Self-care Sheet (pdf): Basic Self-Management Routine Education Record for Adult Patients
Chart Pages for Adult Diabetes Care
Alternate Chart Pages for Diabetes Care - General Flowsheet (pdf)
Chart Pages for Comprehensive Foot Exams (pdf)
Peds Care & Guidelines
Peds Flowsheet (pdf): Guidelines of Medical Care for Pediatric Patients with Diabetes
Peds Self-care Sheet (pdf): Basic Self-Management Routine Education Record for Pediatric Patients
Consensus Guidelines for Diabetes Care (pdf)
Foot Care Sheet (pdf)

News Archives
Effects of a tailored lifestyle self-management intervention in patients with type 2 diabetes (pdf)


Peer support programmes in diabetesReport of a WHO consultation 5-7 November 2007 Download the report [pdf 654kb]


Definition and diagnosis of diabetes mellitus and intermediate hyperglycaemiaReport of a WHO/IDF consultation Download the report [pdf 1.61Mb]


Prevention of blindness from diabetes mellitusDefines approaches for screening and early detectionDownload the report [pdf 483kb]

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Linha Saúde 24: DGS admite não renovar contrato com empresa gestora


Francisco George, que foi ouvido durante mais de três horas na comissão parlamentar de saúde, afirma que poderão ser tomadas medidas no sentido da empresa privada que explora a linha poder ou não deter mais um ano de exploração.



O director-geral da Saúde, Francisco George, admitiu hoje a possibilidade de não renovar o contrato com a empresa que gere a Linha Saúde 24 caso continuem os conflitos laborais.
Francisco George, que foi ouvido durante mais de três horas na comissão parlamentar de saúde, afirmou no final da audição ser "tempo de acabar com os problemas e dizer aos portugueses que têm uma excelente linha de aconselhamento, com grande qualidade, e que é preciso continuar a tê-la".
"Não podemos continuar a aceitar esta instabilidade", afirmou o director-geral da Saúde aos jornalistas, acrescentando haver medidas que podem ser tomadas para resolver o problema.
"Há medidas que podem ser tomadas no contexto de uma oportunidade que poderá ou não ser dada à empresa privada que explora a linha, no sentido de poder ou não deter mais um ano de exploração, de acordo com o que está previsto no contrato, e essa questão tem de ser equacionada", disse.
O director-geral de Saúde salientou que até ao dia 25 de Maio há que "assumir uma decisão" e que "a serenidade tem de começar hoje". Frisou ainda: "É altura de parar, enquanto é tempo, com estes conflitos. Ainda vamos a tempo de garantir a qualidade de serviço", que é de "qualidade".
Defendeu também que é preciso garantir uma "total serenidade" na gestão dos recursos humanos e sublinhou que a "Linha Saúde 24 em nenhum momento pode ficar desacreditada".
Durante a audição, onde respondeu a várias perguntas dos deputados sobre os problemas que afectam o serviço, Francisco George afirmou que já manifestou a sua "discordância" em termos da gestão de recursos humanos. "É preciso saber lidar com enfermeiros porque eles têm características próprias, as suas escalas, a sua maneira de trabalhar e é este aspecto central que está a prejudicar algumas relações de trabalho", sublinhou.
Revelou ainda que pediu "reiteradamente a readmissão dos enfermeiros" e que deu o seu nome para ser arrolado como testemunha daqueles que foram dispensados, ressalvando que esta decisão "não envolve nenhum confronto com a administração". Na audição estiveram presentes alguns enfermeiros da Linha Saúde 24 que foram dispensados e outros a quem não vai ser renovado o contrato. Enfermeiros "decepcionados"


Em declarações aos jornalistas no final da audição, Ana Rita Cavaco, enfermeira supervisora, afirmou que ficaram "muito decepcionados" em termos das respostas dadas por Francisco George sobre os algoritmos - árvore de decisão com várias perguntas - e o funcionamento do serviço.
"Há algoritmos nesta linha que mandam perguntar a crianças de seis anos se estão a amamentar, se estão grávidas ou se ingeriram bebidas alcoólicas", disse a enfermeira, explicando que os utentes só não ouvem estas perguntas na linha porque os enfermeiros não as fazem.
Ana Rita Cavaco adiantou que os enfermeiros continuam "a ser pressionados lá dentro, continuam a haver métodos muito pouco democráticos e uma das pessoas que foi inquirida pelo coordenador da Linha Saúde 24 foi despedido".
"O enfermeiro Lúcio Silva aceitou prestar esclarecimentos à Direcção-Geral da Saúde e foi despedido e a DGS sabe disso tudo", revelou. Lúcio Silva disse aos jornalistas que quando foi demitido não lhes foi apresentado argumento nenhum.
A administração da Linha Saúde 24 dispensou no início do ano quatro enfermeiros e anunciou que não vai renovar os contratos de três outros, que terminam em Março. Os funcionários acusam a administração de os estar a despedir por terem denunciado o "caos organizativo" da instituição, o que foi negado pela administração.
Numa iniciativa do Ministério da Saúde, a Linha Saúde 24 foi criada em 2007 para dar assistência em cuidados de saúde, fazendo triagem e aconselhamento dos utentes, tendo em vista evitar que estes se desloquem aos hospitais e centros de saúde sem necessidade.
Desde o seu arranque, mais de 800.000 pessoas ligaram para a linha telefónica Saúde 24 (808242424).


FONTE: EXPRESSO


Os enfermeiros que trabalham para a linha Saúde 24 contestam as condições de trabalho naquele serviço telefónico e queixam-se de processos de avaliação “inadequados”. Os profissionais concentraram-se este sábado em Lisboa numa acção de protesto que levou o director-geral de Saúde a prometer convocar os responsáveis da empresa para evitar a degradação do serviço.


Vídeo do seu interesse:


http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=381805&headline=98&visual=25&tema=37


Enfermeiros da Linha Saúde 24 em protesto

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

MOMENTO DA EXTUBAÇÃO E EVOLUÇÃO PÓS-OPERATÓRIA DE TORACOTOMIIIA



RESUMO
OBJETIVO. A extubação traqueal precoce após cirurgias favorece a evolução dos pacientes e reduz o tempo de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), reduzindo custos hospitalares. Em cirurgias de ressecção pulmonar, tradicionalmente o pós-operatório imediato é realizado em UTI com pacientes entubados. Nesse estudo avaliou-se prontuários de pacientes
submetidos a toracotomia e estabeleceu-se correlação entre o momento da extubação, a evolução pós-operatória e a internação em UTI.
MÉTODOS. Estudo tipo coorte retrospectivo de prontuários de 121 pacientes submetidos a cirurgias de ressecção pulmonar.
Foram relacionados o tempo de internação em UTI e o momento da extubação traqueal. A evolução pós-operatória foi classificada em boa ou ruim de acordo com a ausência ou a presença de: infecções, problemas respiratórios (reintubação, broncospasmo, edema agudo de pulmão, necessidade de traqueostomia, atelectasias, fístulas), reabordagem por sangramento, óbito. Entre os grupos foram analisadas as condições pré-operatórias, classificação de estado físico anestésico (critério da American Society of Anesthesyologists – ASA), presença de comorbidades, avaliação funcional respiratória e duração do procedimento cirúrgico. Utilizou-se o risco relativo para avaliar o efeito do tempo de extubação na evolução pós-operatória dos pacientes.



RESULTADOS. A distribuição dos pacientes quanto ao tempo de extubação foi: 81% extubações imediatas, 15% não imediatas e 4% não-extubados. Em relação ao destino, 73% foram encaminhados à UTI e 27% à sala de recuperação anestésica. A incidência de comorbidades (hipertensão arterial, diabetes melito, distúrbio ventilatório restritivo ou obstrutivo e cardiopatias) entre o grupo extubado imediatamente e aquele com extubação não imediata foi de 37% e 41,6%, respectivamente. Quanto ao estado físico (ASA), observou-se: pacientes ASA 1 ou 2 – 62% no grupo de extubação imediata e 58,3% no grupo de extubação não imediata; pacientes ASA 3 a 5 – 8% no grupo de extubação imediata e 8,3% no grupo de extubação não imediata. O tempo cirúrgico (média ± desvio-padrão) foi de 372,34 ± 107,84 minutos no grupo extubado
imediatamente e 432,61 ± 117,30 minutos no grupo não-extubado. O risco relativo para a extubação imediata favorecer má evolução foi 0,81; enquanto para a extubação não imediata favorecer má evolução foi 1,5.


CONCLUSÃO. É possível a extubação traqueal imediata com segurança de pacientes submetidos a cirurgias de ressecção pulmonar. Tal conduta facilita a recuperação pós-operatória fora da Unidade de Terapia Intensiva, resultando em benefícios aos pacientes e aos hospitais.



UNITERMOS: Intubação intratraqueal. Pós-operatório. Evolução. Cirurgia torácica

Fonte: Scielo

MAIS

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Sedación con remifentanilo para una traqueostomía en un paciente pediátrico



Resumen

Remifentanilo es un opioide de acción ultra-corta habitualmente utilizado en adultos, tanto para anestesia quirúrgica como para sedación consciente; su uso está mucho menos extendido en niños.
Presentamos el caso de un paciente de 7 años de edad que presentaba una tumoración laterocervical que producía desplazamiento de todas las estructuras cervicales y faciales. Comenzó con dificultad respiratoria por obstrucción parcial de la vía aérea, por lo que se decidió la realización de traqueostomía de urgencia.
El tamaño, la localización de la tumoración intraoral y los antecedentes de sangrado, hicieron descartar la intubación orotraqueal y otras técnicas de manejo de la vía aérea. Se realizó traqueostomía bajo anestesia local y sedación con perfusión de remifentanilo a 0,05 μg
Kg-1min-1, con lo que se consiguió un estado de tranquilidad y quietud que facilitó la realización de la técnica quirúrgica.
Entre las indicaciones del remifentanilo está la de realizar sedaciones vigiladas y monitorizadas, manteniendo la ventilación espontánea con infusiones bajas de 0,05- 0,1 μg Kg-1min-1. En este caso se valoró el riesgo de producir obstrucción completa de la vía aérea, debido al sangrado por manipulación, con el de la posible depresión respiratoria de la perfusión de remifentanilo. Nos
decidimos por esta última al considerar que podría originar una menor morbilidad y mayor seguridad para el paciente. En nuestro caso comprobamos lo ya objetivado en otros estudios que apuntan al remifentanilo como una buena opción para conseguir un estado adecuado de sedación, permitiendo la respiración espontánea del niño.

Palabras clave:
Remifentanilo. Sedación consciente. Pediatría. Traqueostomía.Respiración espontánea.


Sedation with remifentanil for tracheostomy in a pediatric patient

Summary

Remifentanil is an ultra-short-acting opioid that is frequently used in adults for surgical Anesthesia or conscious sedation, but its use in children is much less common.
We report the case of a 7-year-old boy with lateral cervical tumors displacing all cervical and facial structures.
An emergency tracheostomy was performed when he developed respiratory difficulty due to partial airway obstruction. Because of the size and location of the intraoral tumors and a history of bleeding, orotracheal intubation and other airway management techniques were ruled out. The tracheostomy was performed under local anesthesia and sedation with a perfusion of
0.05 . μgKg-1 . min-1 provided the necessary relaxation and immobility for surgery.
Sedation under observation with monitoring is among the indications of remifentanil. Spontaneous breathing is maintained with infusions less than 0.05 to 0.1 μg . Kg-1 . min-1.
In the case we report, the patient’s risk of complete airway obstruction due to bleeding upon manipulation had to be assessed and compared with the respiratory depression that might possibly have been caused by remifentanil perfusion. We judged that the option of sedation would cause less morbidity and offered greater safety for the patient. The outcome of this case is consistent with reports that remifentanil is a good option for adequately sedating children who are breathing spontaneously.

Key words:
Remifentanil. Conscious sedation. Pediatrics. Tracheostomy. Spontaneous breathing.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A percepção de enfermeiras obstétricas acerca da violência intrafamiliar em mulheres grávidas.

Resumo
MEDINA, Ana Beatriz Campos e PENNA, Lucia Helena Garcia.
A percepção de enfermeiras obstétricas acerca da violência intrafamiliar em mulheres grávidas.


Trata-se de estudo que tem por objetivo: conhecer a percepção da enfermeira obstétrica sobre violência intrafamiliar em mulheres grávidas. Participaram 13 enfermeiras obstétricas que atuam no serviço de pré-natal de unidades de saúde do município do Rio de Janeiro - RJ. Os dados foram coletados em março de 2007 através de entrevista semi-estruturada e para análise utilizou-se a análise de conteúdo de Bardin. Como resultado, foi possível verificar que as enfermeiras obstétricas encontram-se, atualizadas quanto ao conceito da violência intrafamiliar; estão cientes da ocorrência da violência em mulheres grávidas e demonstram preocupação com as repercussões desta sobre mulher, sua gestação, a criança que está sendo gerada e a família; e apontam que em alguns casos a gestação é causa em outros é conseqüência direta da violência intrafamiliar. A enfermeira obstétrica é um dos principais agentes, quando capacitada e sensibilizada, na prevenção, identificação, no atendimento e acompanhamento das mulheres que vivenciam situações de violência na gestação.
Palavras-chave : Enfermagem obstétrica; Violência doméstica; Gravidez

Fonte: Scielo

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Real Extudantina mostra-se na Praia




Estreiam-se no próximo dia 24 de Janeiro, às 21h00, no auditório do Ramo Grande. Sob o nome de “Real Extudantina dos Açores”, sobem ao palco 17 antigos membros de tunas, que decidiram revisitar o espírito académico. O bilhete custa 3 euros.A ideia surgiu de um conjunto de ex-membros de tunas açorianas e continentais, que para além da passagem por um movimento musical académico, têm em comum a naturalidade ou residência na ilha Terceira.O grupo apresenta-se, pela primeira vez, na Praia da Vitória, mas conta agendar várias actuações depois da estreia. Os membros da tuna masculina encontram-se num intervalo etário entre os 23 e os 36 anos, sensivelmente.Alexandre Rodrigues, ex-menbro da TAESA (Tuna Académica da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo), é um dos impulsionadores do grupo, que dada a recente formação ainda não tem direcção definida.O agora enfermeiro prefere guardar o repertório em segredo, mas avança que conta maioritariamente com temas originais do grupo. No dia da apresentação sobem também ao palco do auditório do Ramo Grande as restantes tunas da ilha. Alexandre Rodrigues garante que a Real Extudantina recebeu apoio dos restantes movimentos estudantis e afiança que a mais recente formação tem intenção de trabalhar em conjunto com as restantes.REAL EXTUDANTINA DOS AÇORES Estreia no Ramo Grande