segunda-feira, 20 de abril de 2009

Dor do parto - sofrimento ou necessidade?

Rodrigo Ruano; Cecília Prohaska; Ana Luiza Tavares; Marcelo Zugaib



O parto está historicamente relacionado ao mito de ser algo intolerável e muito doloroso fisicamente. Sendo assim, suportá-lo é quase um sinônimo de "dar à luz". Uma mulher sabe disto desde muito jovem, e espera que o parto seja permeado pela dor para que, posteriormente, o alívio venha junto ao prazer da chegada do filho.


A dor do parto tem um aspecto importante e diferenciado de acordo com cada sociedade, uma vez que é influenciada por fatores biológicos, culturais, socioeconômicos e emocionais. Por vezes, ela é vista pelas mulheres como o marco inicial da maternidade e como o "preço a ser pago" por esta, que poderia ficar "quase esquecido" após receber o prêmio: ter o filho nos braços. No imaginário de algumas mulheres, a boa mãe é aquela que sofreu ao dar à luz a seus filhos, a fim de cumprir seu papel. Sendo assim, poderíamos ter a hipótese de que este seria um fator motivador, ao ponto que a dor não fosse causa impeditiva à procriação, o que permitiu a postergação da espécie.


Por outro lado, o medo de sentir dor é muito difundido pelas mulheres nos dias atuais. Em algumas, a dor do parto é bastante intensa, sofrida, desgastante e aterrorizante, o que as faz tentar driblar esta dor optando pela analgesia e cesárea, que poderiam aliviar o sofrimento. Com isto, a cesariana tornou-se freqüentemente solicitada e praticada na obstetrícia moderna, o que, para muitos, acarretou em um problema de saúde coletiva.


Recentemente, o parto vaginal sem dor passou a ser difundido pelo mundo. A parturiente é submetida a bloqueios regionais (peridural ou duplo-bloqueio) desde o início das contrações dolorosas. O interessante é que, como conseqüência ao grande desenvolvimento médico para que fosse sanado o sofrimento das pacientes, observa-se que, hoje, muitas destas têm se negado à analgesia, procurando um "parto natural", um "parto com dor". Retrocesso? Ou seria a angústia de não realizar o "verdadeiro papel da maternidade"? Além disso, muitas comentam que, ao retirar as dores, observam dificuldades na realização adequada dos puxos durante o período expulsivo.


Considerando estes fatos, seria importante entender o significado das expectativas e experiências referentes ao momento do parto para cada paciente. Para algumas, a dor do parto significa sofrimento, e a analgesia a salvação. Para outras, por outro lado, significa a "verdadeira maternidade". Assim, seria interessante que a equipe multidisciplinar envolvida no parto, ao se utilizar da analgesia e da cesariana, considerasse a individualidade de cada paciente e não tomasse determinada conduta como rotineira, uma vez que cada parturiente está permeada por sua visão específica do mundo, o que poderá marcar aquele momento especial de s ua história para sempre, tanto positivamente como negativamente.



REFERÊNCIAS
1. Bezerra MGA, Cardoso MVLML, Fatores culturais que interferenas experiências das mulheres durante o trabalho de parto e parto. Rev Latinoam Enfermagem. 2006;14(3):414-21.
2. Costa R, Figueiredo B, Pacheco A, Pais A. Parto: expectativas, experiências, dor e satisfação. Psicol Saúde Doenças. 2003;4:(1):47-67.
3. Domingues RMSM, Santos EM, Leal MC Aspectos da satisfação das mulheres com a assistência ao parto: contribuição para o debate Cad Saúde Pública. 2004;20(Supl 1):S5-62.

INFORMATION

What is epidural anesthesia?
Epidural anesthesia is regional anesthesia that blocks pain in a particular region of the body. The goal of an epidural is to provide analgesia, or pain relief, rather than complete anesthesia, which is total lack of feeling. Epidurals block the nerve impulses from the lower spinal segments resulting in decreased sensation in the lower half of the body. Epidural medications fall into a class of drugs called
local anesthetics, such as bupivacaine, chloroprocaine, or lidocaine. They are often delivered in combination with opioids or narcotics, such as fentanyl and sufentanil, to decrease the required dose of local anesthetic. This way pain relief is achieved with minimal effects. These medications may be used in combination with epinephrine, fentanyl, morphine, or clonidine to prolong the epidural’s effect or stabilize the mother’s blood pressure.

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domingo, 19 de abril de 2009

Enfermeiros de Portalegre num projecto nacional de inovação e liderança


A Ordem dos Enfermeiros, em conjunto com o ICN – International Council of Nurses, promove em Portugal o Curso "Liderança para a Mudança", cuja 2ª Edição teve início em Fevereiro de 2008.


O enfermeiro Raul Alberto Carrilho Cordeiro, da Escola Superior de Saúde de Portalegre, e Rui Quintino (ULS-NA) estão envolvidos neste projecto que consideram "muito importante" para a Classe e ainda como "valorização pessoal". "É motivador estar neste projecto de liderança que será apresentado num Congresso Mundial a realizar na África do Sul", adiantou com satisfação Raul Cordeiro que considera ainda que "a Classe de Enfermagem enfrenta actualmente novos desafios", inclusive esperam a aprovação pelo Governo de "um projecto fundamental que provocará alterações no exercício da profissão que se quer cada vez mais dignificada".

Em relação a este projecto, e questionado sobre a sua importância no contexto em que se insere, Raul Cordeiro não tem dúvidas que "é uma aposta consciente na procura de novas respostas na área de inovação e mudança de processos no sector da enfermagem, e trará ainda melhorias a ter em conta na prestação de cuidados de saúde".

Espera assim que "tudo corra como está previsto" e sublinha que o facto de estarem presentes num Congresso Mundial na África do Sul é "extremamente relevante, daí o interesse e empenho da própria Ordem dos Enfermeiros Portugueses".Projecto inovador em PortugalCom uma metodologia baseada no trabalho de projecto, o Curso "Liderança para a Mudança" pretende promover a imagem dos enfermeiros como líderes e gestores efectivos num ambiente de saúde em constante mudança.


Este programa é estruturado num espaço de dois anos, durante os quais um grupo desenvolve, implementa e avalia um projecto na área da enfermagem.Um grupo de enfermeiros de vários pontos do País, num total de seis, pretende desenvolver um projecto, intitulado INOVAENFERMA-GEM que permita a criação de uma Rede de Conhecimento suportada num Portal online dedicado à área da Inovação e Liderança em Enfermagem.



O grupo acredita que se trata de um projecto inovador na área da saúde em Portugal com potencial de crescimento a nível nacional e ligação a redes internacionais dedicadas a esta temática.Além de pretender reunir num local de acesso universal a informação e o conhecimento sobre a temática que aborda, pretende ser ainda um espaço de encontro e partilha de experiências e de iniciativas de enfermeiros e profissionais de saúde, num projecto liderado por enfermeiros.



Os moldes particulares da colaboração poderão envolver a divulgação, em destaque, das parcerias efectuadas e/ou a cedência de espaço publicitário no Portal.

A projecção Internacional"Neste momento está em fase de construção um projecto profissional de design gráfico e construção de um portal na Internet.Perspectiva-se um projecto sustentável pela importância da temática que aborda no actual quadro das instituições de saúde/ensino de saúde em Portugal e sustentado por uma entidade de cariz associativo em fase de constituição denominada Sociedade Científica para a Inovação e Liderança em Enfermagem. Neste momento este projecto procura apoios e parcerias junto de parceiros financeiros, Escolas Superiores de Enfermagem e Saúde, Organizações Profissionais de Enfermagem, Instituições de Saúde e outros parceiros que se venham a mostrar interessados".Em traços gerais aqui ficam alguns dados interessantes sobre este projecto inovador onde dois profissionais de saúde da nossa cidade - Raul Cordeiro e Rui Quintino - estão envolvidos e motivados para corresponder às expectativas criadas.


O grupo de Projecto

Grupo deste projecto está assim constituído:·


Coordenação do projecto Raul Cordeiro - Escola Superior de Saúde de Portalegre, professor adjunto, especialista em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica ·

Amélia Esteves – Hospital São Teotónio de Viseu – DPSM· Maria Paula Franco - Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio - Portimão, especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica - Ana Paula Eusébio – Centro de Medicina de Reabilitação - Alcoitão, enfermeira chefe, especialista em Enfermagem de Reabilitação ·

Rui Quintino - ULSNA, Hospital Doutro José Maria Grande, Portalegre, enfermeiro chefe, especialista em Enfermagem de Reabilitação ·

Elisabete Pinheiro – Hospital de S. Marcos - Braga, enfermeira chefe, especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Jornadas de enfermagem de Viseu regressam em formato de congresso

"Novos olhares, novas necessidades" é o tema do I Congresso de Saúde, organizado pela Associação de Estudantes da Escola Superior de Saúde de Viseu (ESSV), dias 22 e 23, na Aula Magna do Instituto Superior Politécnico (IPV).



O primeiro congresso, que vem ocupar o lugar das jornadas de enfermagem, organizadas há 21 anos, permite debater e analisar um conjunto de temáticas, algumas delas, muito caras ao sector da saúde. Bruno Videira da organização diz a base do encontro é a mesma, ou seja, "não se quis quebrar as jornadas em termos científicos apenas o certificado enquanto congresso tem mais peso" para os participantes.



O primeiro painel do congresso, dia 22 às 10h00 vai abordar as "terapias complementares" com destaque para o problema da dor. Às 14h00 tem início o segundo painel sobre "luto infanto-juvenil", seguindo-se um terceiro painel sobre "ser enfermeiro: início da actividade profissional. Que políticas?", com intervenções da Ordem dos Enfermeiros, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses e da ESSV.



O dia 23 está reservado para mais dois temas de grande actualidade na sociedade portuguesa. Às 9h00 o painel é sobre o tema "Os profissionais de saúde e a abordagem à vítima de violência doméstica". Segue-se às 14h00 o debate sobre "competências de enfermagem: a família e o doente oncológico", com intervenções de enfermeiros, psicólogos, da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, mas também de testemunhos de doentes e familiares.



Workshops.


O I Congresso de Saúde vai integrar cinco workshops. "Queremos que sejam essencialmente encontros práticos onde possamos todos aprender", adianta Bruno Videira da Organização.



Dia 22 haverá ateliers de Yoga do Riso, às 10h00 e de Dinâmicas de Grupo, às 14h30 e às 15h30. Para o dia 23 estão reservados workshops de Tratamento de Feridas, às 10h00 e de Hipnose, às 14h00.



A noite do congresso. O encontro de enfermagem tem ainda preparado um programa cultural para os dois dias.


Na quarta-feira haverá uma noite de fado e na quinta uma noite de karaoke no complexo City.Come, em Viseu.




I Congreso de Saúde e XXI Jornadas de Enfermagem - Folheto de Inscrição
I Congresso de Saude e XXI Jornadas de Enfermagem - Cartaz

Brain with ADHD develops differently


  • Some brain regions of kids with ADHD are delayed in maturing, says study

  • Their brains are delayed an average of three years compared to those without ADHD

  • Delay is most evident in brain regions that control thinking, attention and planning




National Institutes of Health study from November 2007 found that in youth with attention deficit hyperactivity disorder, the brain matures in a normal pattern. However, it is delayed three years in some regions, on average, compared with youth without the disorder. The researchers used a new image analysis technique that allowed them to pinpoint the thinning and thickening of sites in the cortex of the brains of hundreds of children and teens with and without the disorder. The findings bolster the idea that ADHD results from a delay in the maturation of the cortex.


FREE MATERIAL

ADHD Fact Sheet Basic facts and symptoms.


quinta-feira, 16 de abril de 2009

Redução de serviços gera descontentamento

Maria Augusta, 74 anos de idade, não escondia a insatisfação depois de terminar a sua consulta habitual de controlo de diabetes e hipertensão, no Centro de Saúde de Marmelais, em Tomar. Acabara de saber que a partir do início desta semana deixaria de ter um dia e horário específico para ser atendida, ficando, antes, dependente da disponibilidade dos enfermeiros ali existentes.


Na quinta-feira, dia 5, a Unidade de Saúde Familiar (USF) do Centro de Saúde de Marmelais foi informada pelo conselho de administração da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) sobre a não autorização do prolongamento até 30 de Junho do regime de horário acrescido de 42 horas semanais que os enfermeiros daquela unidade têm vindo a realizar desde o passado dia 1 de Janeiro.


IN Jornal O Templário

terça-feira, 14 de abril de 2009

Europa dedica 3 millones de euros a cuantificar la escasez de enfermeros


Cuantificar cuántos enfermeros harán falta en los países comunitarios es el objetivo del Proyecto Registered Nurse Forecast (RN4CAST), dotado con casi 3 millones de euros, de los cuales España recibe más de 230.000.


El proyecto responde a la falta de profesionales de enfermería en muchos países europeos, entre ellos España, y al elevado porcentaje, que ronda el 25 por cien, de enfermeros que abandonan la actividad, informa hoy el Ministerio de Ciencia en un comunicado.



La iniciativa, coordinada por la Universidad de Lovaina en Bélgica, dedicará tres años a estudiar la organización de 300 hospitales, la percepción del entorno laboral y las características profesionales de 15.000 enfermeros.


Asimismo se estudiarán más de 10.000 registros hospitalarios de 11 países europeos así como de China, Botswana y Sudáfrica, socios de Europa en el ámbito de la cooperación internacional.


De España participan 34 centros y la coordinación del proyecto se llevará a cabo desde la Unidad de Coordinación y Desarrollo de la Investigación en Enfermería.

Miranda do Corvo com apoio domiciliário a doentes mentais

A Associação para o Desenvolvimento da Formação Profissional (ADFP) de Miranda do Corvo oferece às pessoas com doenças mentais um Serviço Comunitário de apoio gratuito ao domicílio.A iniciativa, criada no âmbito do projecto


«= = Mente», aposta na inclusão de pessoas com doença mental, ajudando-as a adaptar-se aos serviços existentes, assim como permite colmatar a falta de resposta ao nível de cuidados de proximidade desta comunidade.Para que possam aderir a esta iniciativa os interessados, profissionais de saúde, técnicos da área social, familiares e amigos necessitam de entrar em contacto com a Equipa de Saúde Mental Comunitária.




De acordo com uma nota da instituição, a iniciativa apresenta-se «como um recurso importante na reabilitação psicossocial, permitindo que as pessoas permaneçam na comunidade ao invés de estarem confinadas aos espaços hospitalares».




A Equipa de Saúde Mental Comunitária é constituída por uma psicóloga e um enfermeiro, que intervêm em Coimbra, Condeixa-a-Nova, Lousã, Miranda do Corvo, Penela e Vila Nova de Poiares.


A equipa conta com a colaboração da Clínica Psiquiátrica dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) e do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra, actuando em articulação com centros de saúde e outras instituições.




Além do Serviço Comunitário, a ADFP desenvolveu ainda um Fórum Sócio-Ocupacional e uma Unidade de Vida Apoiada de assistência a doentes psiquiátricos.


A associação tem prevista a construção de uma nova estrutura residencial de apoio a doentes psiquiátricos em Miranda do Corvo, que terá capacidade para 30 pessoas. A construção aguarda apenas o parecer da Administração Regional de Saúde do Centro




.O projecto «= = Mente» resultará também de uma parceria com o serviço de pedopsiquiatria do Hospital Pediátrico para apoio de crianças e pais a fim de prevenir episódios de hiperactividade e problemas de aprendizagem.



DOWNLOAD - ALGUNS CONSELHOS SOBRE A DOENÇA DE ALZHEIMER


I Simpósio Lusófono de Doença de Alzheimer

A Escola de Saúde da Universidade Lusófona do Porto vai organizar o “I Simpósio Lusófono de Doença de Alzheimer” no dia 22 de Abril.

São objectivos deste evento actualizar os conhecimentos sobre a doença de Alzheimer através da intervenção de especialistas, de áreas das demências, que comunicarão as suas experiências e últimos dados sobre a realidade da doença.
O evento pretende, também, encontrar novas formas de actuação para que se consiga melhorar a qualidade de vida das pessoas com doença de Alzheimer e dos seus cuidadores.
A Delegação Norte vai estar presente neste Encontro com a participação do Eng.º António Proença, Presidente da Delegação, da Dra. Alexandra Cardoso, Psicóloga Clínica e do Dr. João Leite, Terapeuta Ocupacional.
Informações:
Dra. Fabíola Costa - Universidade Lusófona do PortoTel: 93 555 09 14 Email: fcostamoutinho@ulp.pt
Dra. Sandra VinagreDepartamento de Ciências da SaúdeTel: 21 751 577 Fax: 21 751 5579 / 98

Alteração ao Estatuto da Ordem dos Enfermeiros

SINDICATOS DOS ENFERMEIROS PORTUGUESES





CONSELHO DE MINISTROS


6. Proposta de Lei que procede à primeira alteração ao Estatuto da Ordem dos Enfermeiros, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 104/98 de 21 de Abril.
Esta Proposta de Lei, a submeter à aprovação da Assembleia da República, vem introduzir alterações ao Estatuto da Ordem dos Enfermeiros, de modo a adequá-lo a novas exigências, redefinindo as condições de inscrição e aquisição de título de enfermeiro e enfermeiro especialista.






Em especial, é introduzido um período de exercício profissional tutelado para a atribuição do título definitivo de enfermeiro e regras para a atribuição do título de enfermeiro especialista.
Procede-se, também, à alteração da composição e das competências do Conselho de Enfermagem e são criadas comissões técnicas para o assessorar.
Prevêem-se, ainda, disposições transitórias com vista a facilitar a mudança para o actual sistema de admissão e atribuição de títulos profissionais, salvaguardando a possibilidade de opção a todos os alunos que se encontrem inscritos nos cursos de licenciatura em Enfermagem, antes da entrada em vigor da presente lei. Regula-se ainda o processo de atribuição do título de enfermeiro aos profissionais habilitados com cursos obtidos em países de língua oficial portuguesa.


ORDEM DOS ENFERMEIROS PORTUGUESES

Conforme refere o comunicado do Conselho de Ministros, a Proposta de Lei aprovada prevê a introdução «de um período de exercício profissional tutelado para a atribuição do título definitivo de enfermeiro e regras para a atribuição do título de enfermeiro especialista.


Procede-se, também, à alteração da composição e das competências do Conselho de Enfermagem e são criadas comissões técnicas para o assessorar. Prevêem-se, ainda, disposições transitórias com vista a facilitar a mudança para o actual sistema de admissão e atribuição de títulos profissionais, salvaguardando a possibilidade de opção a todos os alunos que se encontrem inscritos nos cursos de licenciatura em Enfermagem, antes da entrada em vigor da presente Regula-se ainda o processo de atribuição do título de enfermeiro aos profissionais habilitados com cursos obtidos em países de língua oficial portuguesa».

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Difusão de desfibrilhadores exige rede de emergência médica



Difundir a utilização de desfibrilhadores na Região não tem qualquer utilidade sem a existência de uma equipa médica que preste apoio imediato na pós-reanimação do paciente, alerta médico.







A introdução de desfibrilhadores automáticos nas ambulâncias e em locais públicos de grande afluência, tais como aeroportos, estádios ou superfícies comerciais, anunciada pelo Governo Regional, levanta dúvidas do ponto de vista médico.




Luís Mendes Cabral, médico com experiência de trabalho no INEM, explica que, numa situação de paragem cardio-respiratória, ao fim de seis minutos de utilização do desfibrilhador automático externo (DAE) é necessário proceder à administração de uma droga para que a reanimação do paciente seja um sucesso. Ora, a droga em causa só pode ser administrada por pessoal médico ou de enfermagem.




No caso dos Açores, como não existe um serviço de emergência médica pré-hospitalar (serviço prestado por médicos ou enfermeiros) - existe apenas um serviço de transporte de doentes para as unidades de saúde mais próximas do local da emergência prestado por bombeiros - "não tem qualquer utilidade difundir a utilização dos DAE se imediatamente após o seu uso não chegar uma equipa com capacidade de suporte avançado de vida", alerta o médico, em carta aberta dirigida ao presidente do Governo Regional, ao secretário regional da Saúde, ao secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos e ao presidente da Protecção Civil dos Açores.






Como explica na missiva, "um indivíduo que sofra uma paragem cardíaca e que seja desfibrilhado pelo DAE necessita de um pronto apoio médico pós-reanimação", porque "após retomar o pulso, o doente não é capaz de respirar sem auxílio de ventilação externa e o coração enfraquecido necessita de fármacos para continuar a funcionar".





Luís Mendes Cabral exemplifica: "a probabilidade de sobrevivência de uma pessoa que sofra uma paragem cardio- respiratória no centro da cidade de Ponta Delgada é perto de zero, isto porque, o tempo de saída da ambulância do quartel e do transporte dessa pessoa ao hospital, é o suficiente para a pessoa chegar ao hospital sem vida, mesmo que os bombeiros de Ponta Delgada, altamente empenhados em resolver a situação, utilizem correctamente o DAE".




O médico refere ainda, que "em vários países em que os desfibrilhadores são utilizados, só o acto de retirar o desfibrilhador do local onde ele está (normalmente numa caixa com visibilidade pública) activa imediatamente o sistema de emergência médica local (a central percebe que existe activação do DAE e imediatamente é enviada uma equipa para o local, sem qualquer contacto telefónico para o 112)".






É por essa razão que, para o médico, "anunciar a implementação de DAE nos Açores para solucionar as graves lacunas na área da emergência médica é uma medida política que demonstra um total desconhecimento científico".




Por outro lado, acrescenta ainda na carta enviada, "dotar cada concelho da Região de ambulâncias equipadas com monitor de sinais vitais é um desperdício de recursos públicos, pois os bombeiros não têm a formação universitária e clínica necessária para interpretar paramentos vitais", além de que é, na sua opinião, "enganador" e "perigoso" referir que existem tripulantes de ambulância com cursos avançados de vida, pois cursos de suporte avançado de vida ou cursos avançados de trauma são cursos exclusivos para médicos e enfermeiros, porque implicam entre outras coisas a administração de medicação". Deste modo, para o médico, o investimento da Região devia ser canalizado para a criação de um sistema de emergência médica, ou seja, de um serviço de proximidade à população com a participação de médicos.






"Era importante que os Açores pudessem deixar os últimos lugares das estatísticas e passassem finalmente a ter um sistema de emergência médica dimensionado à nossa Região de qualidade", defende Luís Mendes Cabral, referindo-se a um estudo publicado em 2006 sobre os sistemas de emergência médicos europeus. No estudo, financiado pela Comissão Europeia, os Açores ocupam o último lugar em todos os índices de qualidade por não ter um sistema de emergência médica organizado.



quinta-feira, 9 de abril de 2009

A enfermeira professora




A história de... Mariana de Sousa



Foi esta terça-feira galardoada com o Prémio Nacional de Saúde 2008 pelos serviços prestados em favor do desenvolvimento do ensino e da práticada enfermagem em Portugal.

Começou a trabalhar em 1952. Tinha então 23 anos e acabava de se formar na Escola Técnica de Enfermeiras, em Lisboa. Mariana Diniz de Sousa, hoje com 80 anos, foi agraciada com o Prémio Nacional de Saúde 2008 numa cerimónia quase íntima que decorreu ontem nas instalações do Infarmed.




Até se reformar, há dois anos, dedicou-se com afinco à pedagogia da enfermagem. Fala desse tempo, que começou com uma viagem aos Estados Unidos da América para fazer uma pós- graduação na área. "Fiz um curso direccionado para o ensino. Tive essa sorte". Naqueles anos era um privilégio estudar, ainda mais num país de pedagogia avançada, como os EUA. Quase dois anos volvidos, regressou a Lisboa, para a Escola Técnica de Enfermeiras.




"E o que é que eu fui fazer? Duas coisas, ensinar e praticar, porque uma pessoa quando ensina também pratica. Para ensinarmos aos jovens estudantes enfermeiros, temos que praticar para eles verem como se faz". E assim fez, durante anos. "Acompanhava os alunos aos hospitais em que eles estudavam. Escolhia os sítios aos quais levava os alunos para fazerem o estágio. Percorri assim os hospitais de Lisboa, sempre com grupos de alunos".



Mas fez muito mais. "Depois estive no Ministério da Saúde, fui assessora de vários ministros e fui fazendo estudos, propostas, nomeadamente na parte de revisão dos cursos. Constituí grupos para irmos estudando e abrindo caminhos na enfermagem. Depois fui directora-geral do Departamento de Recursos Humanos do Ministério da Saúde".



Foi a primera presidente da Ordem dos Enfermeiros, organismo que fundou. Sem falsa modéstia ainda acrescenta: "Fiz muito pelo avanço da enfermagem em Portugal, também no que diz respeito às carreiras dos enfermeiros, à programação do ensino dos enfermeiros e aos aspectos ligados ao exercício da profissão".



Considera que os enfermeiros "têm um papel importante a desempenhar" nos cuidados continuados e paliativos. Mas diz que a prática desses cuidados é ainda "incipiente" em Portugal. "Ainda há a estudar mais, muito mais sobre o assunto. Não há documentos definitivos. É incipiente". Os anos de experiência contam muito na posição que assume: frontalmente contra a eutanásia. "Essa questão não deve ser colocada. Pessoalmente, não concordo".


Mariana Diniz de Sousa recebeu um colar com os nomes de vários colegas gravados a ouro.



E AINDA

Mariana Diniz de Sousa marcou a enfermagem em Portugal, com especial relevância nos seus aspectos de organização, administração, ensino e dignificação profissional dos enfermeiros, contribuindo para a obtenção de ganhos de saúde e prestígio das organizações no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS).


No contexto das funções que exerceu na Direcção-Geral dos Hospitais, coordenou as actividades que levaram à reforma do ensino de enfermagem, tanto na formação inicial como na formação pós-básica. Teve relevante intervenção na preparação de legislação e regulamentação sobre o ensino de enfermagem e sobre o funcionamento das escolas de enfermagem, de que resultou a autonomia das escolas de enfermagem face aos hospitais.


Coordenou os trabalhos conducentes à criação da Escola de Ensino e Administração de Enfermagem e à aprovação dos planos de estudos do Curso de Ensino e Administração (Pedagogia e Administração).
No Instituto Nacional de Saúde Dr Ricardo Jorge, assumiu funções de orientação e coordenação do ensino de enfermagem, tendo criado e dirigido o Departamento de Ensino de Enfermagem.


Foi Subdirectora-Geral e Directora-Geral do Departamento de Recursos Humanos da Saúde, sendo de destacar os estudos para o desenvolvimento de uma política de recursos humanos, que se traduziu, nomeadamente, na reforma das carreiras dos profissionais de saúde, na regulamentação do exercício profissional dos enfermeiros, no estudo, alteração e gestão dos quadros de pessoal dos Estabelecimentos do SNS.

Na qualidade de responsável máxima do Departamento de Recursos Humanos da Saúde, contribuiu para o estudo sobre as situações profissionais de especial desgaste ou risco, bem como sobre o regime de incentivos para fixação de enfermeiros e médicos localizados em regiões periféricas.


No decorrer da sua vida profissional, proferiu numerosas conferências e palestras, realizou muitas visitas de estudo e missões oficiais no âmbito da cooperação com países de expressão oficial portuguesa, fez parte de numerosos grupos de trabalho, comissões e conselhos, destacando-se a sua actividade como Bastonária da Ordem dos Enfermeiros de 1999 a 2004.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Falta de planos de emergência para incêndios em hospitais


Inexistência de treino dos profissionais em caso de fogo








Os bombeiros alertaram para o facto de vários hospitais não terem planos de emergência contra incêndios. Por outro lado, os que apresentam a medida nunca a testaram.Em 2008, a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) revelou que dos 96 hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) inquiridos, 53 instituições apresentavam o Plano de Prevenção e Combate a Incêndio e 43 não tinham qualquer plano elaborado.A mesma investigação revelou ainda que apenas 14 unidades hospitalares possuíam o plano aprovado pelo Serviço Nacional de Bombeiros.






O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), Duarte Caldeira, não ficou surpreendido com a investigação, considerando que «a situação melhorou nos últimos anos», apesar de continuarem a existir várias falhas.




Duarte Caldeira adianta que «ainda existe um número significativo de hospitais que carecem de instrumentos de planificação de emergência e organização de evacuação e socorro de doentes».O presidente da LBP critica também a inexistência de treino dos profissionais de saúde em caso de incêndio, uma vez que os planos existem mas não são testados em simulacros.




Em declarações à Lusa, Duarte Caldeira sublinha que os hospitais apresentam características próprias e por isso «a primeira intervenção deve ser estruturada e cabe ao pessoal médico, de enfermagem e auxiliar dar uma resposta em primeiro lugar». Duarte Caldeira considera que a segurança contra incêndios nos hospitais é da responsabilidade de quem administra as instituições hospitalares.


O presidente da LBP acrescenta que «de pouco servirá ao Ministério da Saúde emitir circulares de alerta aos profissionais para que providenciem a segurança das instituições se depois as directivas não forem executadas».
FORMAÇAO ONLINE


Fogo e Incêndio

Conceitos
Para apagar um fogo é preciso um copo de àgua no primeiro minuto, um balde de àgua no segundo minuto, um camião cisterna no terceiro minuto e depois... salve-se quem puder!

Esta frase que se ouve muitas vezes na boca dos bombeiros, sintetiza de uma maneira simples a atitude que se deve ter perante um fogo não desejado. Diz-nos que a rapidez de actuação é fundamental; rapidez na detecção e rapidez no combate.

Mas antes de prosseguirmos vamos clarificar dois termos que se utilizam muitas vezes indiferentemente e que na realidade significam ou traduzem realidades bem diferentes. São eles, fogo e incêndio.
Fogo e incêndio não são a mesma coisa.

O fogo é um fenómeno indispensável ao homem; os incêndios pelo contrário, não só são dispensáveis como devem ser evitados e combatidos.
Não são as suas dimensões que transformam um fogo num incêndio, mas sim o controlo que se tem ou não tem sobre as chamas.

Incêndio será, então, um fogo descontrolado.
Mas, o que é o fogo?
Do ponto de vista químico é simplesmente uma reacção de oxidação-redução1 em que os elementos da matéria em reacção se juntam ao oxigénio do ar para produzir óxidos, libertando calor.
Fogo é uma reacção química de oxidação-redução fortemente exotérmica2.
Se a oxidação for muito lenta, não se formam chamas; é o caso da oxidação do ferro ou da putrefacção de matérias orgânicas; se for rápida resulta o fogo; se for muito rápida chama-se deflagração; se for quase instantânea designa-se por explosão ou detonação.

E incêndio, o que será?
Incêndio é uma reacção química, fortemente exotérmica, que se desenvolve de forma desordenada e incontrolável.
Para que possa ocorrer um fogo e lógicamente também um incêndio, o que é necessário?

Combustível, comburente e energia térmica (de activação) constituem os três elementos indispensáveis para que ocorra um fogo, que poderá ou não transformar-se depois, num incêndio.

Nasogastric tube insertion


segunda-feira, 6 de abril de 2009

Acção de formação: ‘Estilos de vida saudáveis e a importância da água’

O CMAD – Centro Médico de Apoio ao Desporto de Guimarães organiza no dia 20 de Abril uma acção de formação sobre “Estilos de vida saudáveis e a importância da água”.


A formação decorrerá na Pista de Atletismo Gémeos Castro, entre as 20h30 e 22h00, e contará com a participação de Rafaela Rosário (Enfermeira e docente da Escola de Enfermagem da Universidade do Minho) e Alexandra Santos (Médica de Saúde Publica no Centro de Saúde de Guimarães), sendo moderada por Francisco Lopes (Médico do CMAD).


A participação é gratuita e as inscrições (limitadas) deverão ser formalizadas até ao dia 13 de Abril através do preenchimento de formulário online (www.tempolivre.pt) ou do envio da ficha de inscrição (também disponível em www.tempolivre.pt) para o CMAD (Pista de Atletismo Gémeos Castro, Alameda dos Desportos, Candoso S. Tiago, 4835-235 Guimarães, Telefone 253 423 205 / Fax 253 423 208).A iniciativa insere-se no ciclo de acções de formação que o CMAD organiza mensalmente.


Anteriormente foram organizadas no CMAD acções de formação sobre “Como actuar perante as lesões desportivas mais frequentes”, “Nutrição e prática desportiva”, “Ruptura do Ligamento Cruzado Anterior: como tratar”, “Cãibras/mialgias: O que são, como prevenir e como tratar”, “A prescrição da actividade física - Vantagens e constrangimentos”, “A Morte súbita no desporto” e “A importância das técnicas de corrida e de salto na prevenção de lesões desportivas”.Gerido pela Tempo Livre, o CMAD – Centro Médico de Apoio ao Desporto de Guimarães funciona no âmbito da promoção da saúde pública e presta serviços de apoio e assistência médica (nomeadamente ao nível do exame médico-desportivo para efeitos de inscrição federativa.



domingo, 5 de abril de 2009

Ministra avisa que "não se trabalha bem sob pressão"


IVETE CARNEIRO E CARLOS RUI ABREU in JN


A diferença de perspectiva sobre a greve de dois dias dos enfermeiros não se limitou aos números.


Os sindicatos falam numa adesão global 77%; o Ministério da Saúde (MS) aponta 64,5%. Os sindicalistas queixam-se da falta de aproximação da tutela às reivindicações sindicais nas negociações da carreira; a ministra garante que as reuniões têm decorrido em "ambiente de muito diálogo e de grande colaboração". Ana Jorge não compreende, por isso, que haja uma greve.


Em causa está a revisão da carreira de enfermagem. Os enfermeiros não aceitam estar salarialmente abaixo dos outros licenciados da função pública. E rejeitam que fiquem de fora do diploma matérias como horários, avaliação e formação, que acabam, assim, remetidas para negociações colectivas em que estarão separados os trabalhadores em regime de função pública e os que têm contrato individual (nos hospitais entidades públicas empresariais).


A paralisação foi, para o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP, um dos quatro que convocaram o protesto), um sucesso. Além de afectar centros de saúde e hospitais (nas consultas e cirurgias programadas), incluiu "espaços de indignação" com 2500 participantes. E interpelações pessoais ao primeiro-ministro e à ministra da Saúde, em Faro e Guimarães. A adesão revelou disponibilidade para a luta, garante o SEP, que espera "avanços" na reunião marcada para dia 15. Caso contrário, deixa no ar a ameaça de novos protestos.



Do seu lado, Ana Jorge garante que os próprios sindicatos reconheceram que as conversas estavam a correr bem, estando-se "em fase de boas negociações". "Não sentido nenhum que, numa fase destas de entendimento venham fazer greve", lamenta a ministra.


Que deixa um aviso: "Não se trabalha bem sob pressão". Se esta se mantiver, o Ministério terá de "repensar qual o ambiente que haverá para continuar as negociações".

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Farto....!!!








quinta-feira, 2 de abril de 2009

Enfermeiros têm razões acrescidas para realizar a Greve de 2 e 3. Abril.09

COMISSÃO NEGOCIADORA SINDICAL DOS ENFERMEIROS

Negociações da Carreira de Enfermagem
M. SAÚDE REMETEU NOVA PROPOSTA

Enfermeiros têm razões acrescidas para realizar a Greve de 2 e 3. Abril.09
Análise da Nova Proposta reformulada do Ministério da Saúde, remetida a 31.Março.09 (19h30)

A – Carreira de Enfermagem

1 – Âmbito de aplicação

Mantém: Este Diploma é aplicável:
Aos CTFP e nas Regiões Autónomas – art.º 2

Aos actuais e futuros CITs é aplicável a estrutura de Carreira, o resto das matérias consta de ACT – art.º 3
Aos futuros CITs não é aplicável a Grelha Salarial (remunerações mínimas a fixar em ACT) – art.º 11, n.º 2

2 – Estrutura de Carreira e Desenvolvimento Profissional
A – Categorias: Mantém 2 – art.º 4:
Enfermeiro – Prestação de Cuidados Gerais e Especializados, Formação e Investigação – art.º 6
Enfermeiro Principal – Conteúdo Funcional de Enfermeiro e Coordenação dos Serviços – art.º 7
O Conteúdo funcional indicia que o Governo não pretende aprovar o
MODELO DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL tal como foi acordado entre a Ordem dos Enf. e o Ministério da saúde

B – Acesso à Categoria de Enfermeiro Principal – art.º 9
Mantém - Deter o Título de Enf.º Especialista

Novo – Deter 15 anos de exercício profissional

C – Área da Gestão – art.º 14
Nova redacção com o mesmo objectivo:
Os Enfermeiros podem exercer funções de Coordenação, Direcção e Chefia de Unidades funcionais, Serviços ou Departamentos.
Têm que deter a Categoria de Enfermeiro Principal
De entre os Enfermeiros com a Categoria de Enfermeiro Principal, o CA escolhe alguns para exercerem estas funções. São exercidas em Comissão de Serviço, de 3 anos, renovável. A Remuneração é a fixar em diploma

D – Recrutamento
Mantém: Ingresso e Acesso é por Concurso; O Concurso é a regulamentar em Portaria – art.º 10
Novo – O Período Experimental do CTFP passa de 90 dias (3 M) para 240 dias (8 M) – art.º 15
3 – Estrutura e Desenvolvimento Salarial – Novo:

Categoria de Enfermeiro: 11 Posições: Vai do Nível 11 (Posição 1 = 995.51) até ao Nível 44 (Posição 11 = 2 694.75)
Categoria de Enf. principal: 5 Posições: Vai do Nível 44 (Posição 1 = 2 694.75) até ao Nível 57 (Posição 5 = 3 364.14) – art.º 12, n.º 1

Novo: O Ingresso é na Posição 2 da Grelha (Nível 15 = 1 201.48) – art.º 10, n.º 4
Mantém: A Progressão é nos termos do Regime Geral (5/5 anos) - art.º 12, n.º 3

4 – Transição para Nova Carreira
A – Transição de Categoria – Novo – art.º 19 e 20:

a) ACTUAIS Enfermeiros, Enfermeiros Graduados e Enfermeiros Especialista
TRANSITAM DE IMEDIATO para a Categoria de Enfermeiro
b) ACTUAIS Enfermeiros SUPERVISORES DO 6.º Escalão
TRANSITAM DE IMEDIATO para a Categoria de Enfermeiro Principal
c) ACTUAIS Enfermeiros Chefes e Supervisores do Escalão 1 ao 5º
Permanecem na actual Carreira
Transitarão para a Categoria de Enfermeiro principal da Nova Carreira quando a sua remuneração atingir o valor da Posição 1 (Nível 44 = 2 694.75)


B – Transição Remuneratória – art.º 21
Mantém: Na Transição para a Nova Carreira, os Enfermeiros MANTÊM o seu ACTUAL vencimento

B – Outros aspectos
1 – Duração e organização do Tempo de Trabalho
Período normal é de 35 horas semanais. A organização do trabalho é por Turnos. Sobre todas as restantes matérias (trabalho extra, horas de qualidade, pagamentos, etc, APLICA-SE o RCTFP) – art.º 13

2 – Formação Profissional
Podem ser autorizadas Licenças (sem perda de remuneração) por um período de 10 dias úteis por ano. Licenças superiores a 10 dias requer autorização do Ministro da Saúde. – art.º 16

3 – Avaliação de Desempenho
Aplica-se o SIADAP com adaptações a negociar. É regulada em ACT ou em Portaria.

APRECIAÇÃO GLOBAL e GENÉRICA DO SEP/CNESE
1 – Mantêm-se as exigências relativamente ao Âmbito de Aplicação
2 – Relativamente à Estrutura de Carreira e Desenvolvimento Profissional
Não há qualquer justificação para a existência duma 2.ª Categoria (Enfermeiro Principal) nos termos em que o MS propõe.

Esta 2.ª Categoria impede o Desenvolvimento Profissional (Só alguns Enfermeiros com o Título de Enf. Especialista é que “acedem” a Enf. Principal – “ganham mais”/face ao Concurso/Vagas) e constitui um “travão” ao desenvolvimento salarial


Só á admissível a existência duma 2.ª Categoria ou Categoria Atípica se:
Enquadrar o exercício das Funções de Gestão
Os Enfermeiros, na Categoria de Enfermeiro, tiverem a possibilidade de atingir o Nível Remuneratório 57 (topo dos Licenciados da Carreira Técnica Superior)

3 – Quanto à Estrutura e Desenvolvimento Salarial
Há melhorias muito pouco significativas.
Para iniciar a negociação, consagrar o nível remuneratório 15 (1 201.48) para Ingresso e o topo da Técnica Superior (nível remuneratório 57) é positivo.

Contudo, continua a constituir um INSULTO e não há qualquer justificação para:
A existência do nível 11 como Posição 1 da Grelha
Que os Enfermeiros, na Categoria de Enfermeiro, NÃO tenham a possibilidade de atingir o nível 57, como os restantes Licenciados da CTSuperior.
É INADMISSÍVEL que as regras de Progressão remuneratória sejam as mesmas do Regime Geral.


4 – Relativamente à Transição

“O MSaúde quanto mais pensa, PIORES SOLUÇÕES apresenta”.
Valorizamos a inerente ideia de não pretender “descategorizar” a área da Gestão. Contudo, a solução não tem qualificação.

É INTOLERÁVEL que, na transição para a nova Carreira, os Enfermeiros não tenham a devida valorização económica inerente à aquisição da Licenciatura (que outros já tiveram).

5 – Quanto aos Outros Aspectos, mantemos as exigências
A APROVAÇÃO DO MODELO DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL
NOS TERMOS EM QUE FOI ACORDADO É UM IMPERATIVO DA PROFISSÃO

Enfermeiros têm razões acrescidas para

Participar activamente na Greve de 2 e 3. Abril.09,
Participar na Vigília de 2 (18h/21h junto à ARSLVT)

FONTE: SEP

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Sexualidade

SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA
Federação Internacional para o Planeamento da Família – IPPFhttp://www.ippf.org/en


Organização Mundial de Saúde – Área de Saúde Reprodutivahttp://www.who.int/topics/reproductive_health/en/
Reproline - Reproductive Health On-linehttp://www.reproline.jhu.edu/
REPROLATINAhttp://www.reprolatina.org.br/site/html/entrada/index.asp
Sexualidad On-linehttp://www.sexualidadonline.com/ Sexual Health Networkhttp://www.sexualhealth.com/
UNFPA-Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimentohttp://www.unfpa.org/
SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA DE LGBT
The National Coalition for LGBT Health
Liga americana para a Saúde de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgenders
CONTRACEPÇÃO
Contraceptiononline.orghttp://www.contraceptiononline.org/
Contraceptive Information Resourcehttp://www.contracept.org/
The European Society of Contraceptionhttp://www.contraception-esc.com/
Your-Lifehttp://www.your-life.com/


ABORTO
Catholics for a Free Choicehttp://www.catholicsforchoice.org/
Education for Choicehttp://www.efc.org.uk/Home
Marie Stoppeshttp://www.mariestopes.org.uk/

BIBLIOGRAFIA >>>>

terça-feira, 31 de março de 2009

Los enfermeros ganan terreno frente a los médicos

En Reino Unido, hace años que los enfermeros se ocupan de realizar las endoscopias digestivas, liberando de esa tarea a los médicos, siempre tan escasos en los sistemas de salud. Dos estudios publicados durante el pasado mes de febrero en el British Medical Journal, que han analizado endoscopias hechas desde 2002, demuestran que los resultados son similares. No hay diferencias relevantes entre las endoscopias realizadas por unos u otros.



Todos los sistemas sanitarios avanzados, incluido el español, se están planteando redefinir las tareas de sus profesionales. ¿Tiene sentido que una enfermera que ha estudiado una diplomatura de tres años, que ha hecho simultáneamente tres años de prácticas y que a lo mejor tiene ya una larga experiencia se limite a hacer curas o a desarrollar tareas que no requieren tanta preparación?






¿Tiene sentido que en las consultas del geriatra los pacientes de elevadas edades hagan largas esperas cada mes para lograr una receta del anticoagulante que necesitan porque sólo puede firmarlas el médico? ¿Es lógico que los tiempos de consulta del médico se consuman rellenando partes de baja? Y, desde otro punto de vista, ¿están los médicos y los enfermeros de hoy suficientemente capacitados para manejar un complejo aparato de diagnóstico de imagen?




Francia, Reino Unido y Canadá, entre otros, son países que están marchando rápidamente hacia una nueva organización sanitaria para optimizar los recursos humanos de los que disponen. El cuerpo de enfermería es uno de los llamados a desarrollar un papel más relevante. Quizá por eso en el Parlamento español socialistas y convergentes están defendiendo que podólogos y enfermeros puedan hacer determinadas prescripciones farmacéuticas.




Mercedes Mengíbar es enfermera, así que fue un bicho raro en su día cuando la nombraron gerente de un hospital público en Andalucía. Era mujer y no era médico; algo insólito. Hoy dirige el hospital USP de Marbella, que es privado. Bien es cierto que antes de llegar a tan altas responsabilidades estudió Psicología, hizo masters en relaciones humanas y montó hospitales de campaña en Nicaragua. Se siente orgullosa de ser enfermera, no obstante, y está de acuerdo en que se mejore la atención sanitaria otorgando a estos profesionales la posibilidad de recetar todos aquellos fármacos que no requieren prescripción facultativa, pero que son muy utilizados y que suele costear el Estado.












"Hay unos cuatrocientos fármacos que no necesitan prescripción", explica. "Son antipiréticos, calmantes, antiácidos, laxantes, apósitos, antiinflamatorios... Los enfermeros pueden ocuparse perfectamente de recomendar también todos los accesorios sanitarios, para la incontinencia, por ejemplo. Por último, también podrían ocuparse del seguimiento de ciertos tratamientos, en especial de las enfermedades crónicas, en los que los pacientes deben tomar fármacos para la hipertensión, la diabetes o contra la coagulación de la sangre", bajo la supervisión del médico, como añaden casi todos los consultados.





La fórmula no es inédita. De los 800.000 enfermeros que hay en Reino Unido, unos 50.000 ya hacen recetas de ciertos medicamentos o accesorios sanitarios desde 1992. Es lo que se llama la prescripción suplementaria. "En todo esto, en España estamos muy atrasados. Todo está inventado. ¡Copiemos, por Dios, copiemos!", urge Ramón Gálvez, director gerente del Complejo Hospitalario de Toledo, que continúa: "No nos enredemos en un debate ideológico médico/enfermera. Las nuevas tecnologías nos obligan a redefinir las funciones de los profesionales de la sanidad. La cuestión es diseñar cuál es la atención sanitaria que queremos y necesitamos para el siglo XXI".





Los documentos franceses, británicos y canadienses con los que trabaja Gálvez hablan de la necesidad de adaptarse a las nuevas circunstancias que, en ocasiones, aumentan la presión y colapsan los sistemas sanitarios: los pacientes quieren participar más en sus procesos, demandan más información, necesitan profesionales que, además, sepan algo de psicología para comunicarles sus diagnósticos, quieren tener mejor estado de salud y, sobre todo, han envejecido mucho.


Para ellos, el sistema español de salud español dispone de 199.123 médicos y de 237.775 enfermeros. Además de ser insuficientes, sus funciones apenas han evolucionado. Y ello a pesar de que la formación de los enfermeros es hoy muy superior a la que recibieron sus predecesores, que, en muchos casos, se prepararon sólo para desarrollar un oficio poco cualificado.





La profesora de Economía de la Salud de Las Palmas, Beatriz González López-Valcárcel, es la autora de algunos de los análisis sobre la profesión sanitaria que está manejando ahora el Ministerio de Sanidad. "Yo creo que en atención primaria hemos avanzado mucho y los enfermeros ya no hacen las funciones de meras secretarias", explica Beatriz González. "Pero podrían hacer mucho más. El problema es que nos cuesta mucho cambiar las cosas". Es una pena porque muchos médicos de hospital consideran que la enfermería es un elemento clave de la atención clínica. Y es una pena porque en atención primaria, como señalan los especialistas en medicina familiar, la labor de la enfermería también lo es.



"Estamos potenciando trabajar en equipos y aprovechar al máximo el valor de la enfermería, que además de poder indicar ciertos medicamentos tiene la capacidad de generar fidelidad sanitaria con los enfermos", explica el presidente de los médicos de familia Luis Aguilera.





Se trataría, en definitiva de aprovechar los cada vez más altos conocimientos de los enfermeros, su mayor especialización y su experiencia para generar sinergias que, finalmente, lograran una mejor atención a los pacientes. Se trataría, como también explica la diputada socialista e impulsora de la propuesta de ley antes mencionada, de "optimizar los recursos humanos del sistema sanitario".





En algunos hospitales también se ha empezado a trabajar cada vez más en equipo y, de hecho, lo habitual es que en los comités de dirección de los hospitales haya un director gerente, un financiero, un médico y un director de enfermería. "Es lo lógico. Tenemos un gran potencial que se puede rentabilizar", advierte la portavoz del sindicato de enfermería Satse María José García. "El refuerzo que puede aportar la enfermería va a repercutir positivamente en la población, que es la gran beneficiaria".





Es urgente dar respuesta a estos llamamientos porque algunas universidades españolas ya están aplicando el plan europeo de Bolonia que amplía los estudios de enfermería de modo que estos ya no serán una diplomatura de tres años, sino una carrera de grado en el que se pueda llegar a doctorarse y a hacer investigación sin necesidad de optar por otra carrera como ocurre ahora.



Cuando el sistema se implante en todo el territorio nacional, no más tarde del próximo año, entonces es cuando la sociedad no podrá permitirse contratar a una enfermera altamente cualificada para dedicarla a trabajos burocráticos o tareas menores. Porque, además, estará más especializada en áreas médicas como la ginecológica, la geriátrica o la de salud mental.





El Ministerio de Sanidad, consciente de la necesidad de readaptarse, ha empezado a analizar la situación. El 4 de marzo pasado presentó el resultado del informe Oferta y demanda de especialistas 2008-2025, que se puede consultar completo a través de la página del ministerio (http://www.msc.es/).
De él salió la alerta del ministro Bernat Soria de que España necesita urgentemente 3.200 médicos más para atender la demanda sanitaria y apuntó la idea de terminar con el númerus clausus en las facultades de medicina. Sin embargo, en comparación con otros países de nuestro entorno, España tiene una media de médicos por cada mil habitantes (3,8) por encima del 3,0 de la media de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico (OCDE) y por encima de Francia y Alemania, según las estadísticas que maneja la OCDE.





Donde hay un verdadero y alarmante déficit es en enfermería. Será el próximo estudio del Ministerio de Sanidad, pero ya hay datos contundentes. En número de enfermeros por cada 100.000 habitantes (véase el gráfico) estamos muy por debajo de la media europea; en el lugar 22 de un total de 27. En España hay un enfermero por cada médico, mientras que en la media europea el nivel es de dos enfermeros por cada médico activo.



Médicos y enfermeros aseguran que en esta nueva configuración ya no puede haber un sesgo de género. Es verdad que el 84% de los enfermeros son mujeres y sufren gran precariedad laboral, pero también que el 45% de los médicos de hoy son también mujeres. Pero hay recelos profesionales frente a los cambios, aunque conocedores del sistema dicen que los médicos jóvenes son menos reticentes.+





Puede que no cueste mucho dinero organizar mejor los equipos multidisciplinares en los que médicos y enfermeros cuenten con técnicos y otros profesionales especializados. El problema es que situar la plantilla de la enfermería al nivel europeo generaría un importante problema presupuestario; el escollo de siempre, como dice Luis Aguilera. Algunos cambios, sin embargo, generarían ahorros considerables al sistema de salud. Liberarían a los profesionales de determinadas tareas, se especializarían, reducirían las esperas a los pacientes y serían, en definitiva, más eficientes.





La economista Beatriz González dice que uno de los problemas de España es que aquí se sobreutiliza el sistema sanitario. Que el número de consultas por habitante y año es mucho más alto que, por ejemplo, el de los países nórdicos. Quizá es también el mal funcionamiento de los servicios sanitarios el que obliga a multiplicar las visitas al médico. Que algunos enfermeros pudieran recetar determinados medicamentos y seguir los tratamientos de los pacientes crónicos sería ya un alivio para los médicos y la estructura piramidal en la que trabajan.



Si, además, esos enfermos pudieran ahorrarse la visita médica, aún quedarían más liberados los profesionales. En ello están algunas comunidades autónomas y el Ministerio de Sanidad. Confían en las bondades de la tarjeta sanitaria electrónica. "Se está utilizando en Andalucía y Navarra", explica José Martínez Olmos, secretario general de Sanidad. "Con esas tarjetas el enfermo crónico ya no tiene que ir cada poco tiempo al médico a buscar su receta, sino que puede ir directamente a la farmacia a comprarlo porque estará prescrita convenientemente de manera electrónica en su tarjeta.





Con este sistema, se están reduciendo en un 25% las tareas burocráticas de los equipos sanitarios", concluye.








Un enfermero por cada médico



- Por debajo de la media. El número de médicos españoles está en la media europea, pero el de los enfermeros está muy por debajo. En España hay aproximadamente uno por cada médico. La media europea es de dos por cada médico.



- Tareas distintas. En Reino Unido, pueden hacer determinadas recetas y pruebas diagnósticas.



- Mayoría de mujeres. El 84% de los enfermeros son mujeres, frente al 45% de médicos.



- La opción española. Una propuesta de ley presentada en el Congreso abrirá la puerta a que enfermeros y podólogos puedan prescribir ciertos medicamentos.



- Excesiva jerarquía. Según algunos informes, en España la organización de los servicios sanitarios está excesivamente jerarquizada.



- Trabajo en equipo. La tendencia europea es la de trabajar en equipos en los que participen técnicos y, desde luego, enfermeros.



- Reforma universitaria.
El plan Bolonia eleva a cuatro años su formación,lo que obliga a
EL PAÍS

Revisão das carreiras divide profissionais com a mesma categoria

Enfermeiros-chefes contestam ministra


Os enfermeiros com competências de gestão contestam a proposta do Ministério da Saúde de revisão da carreira, considerando que a ministra Ana Jorge está a hipotecar a qualidade do serviço prestado aos utentes.



Em causa está a alteração prevista pelo Ministério da Saúde: em vez das actuais cinco categorias, propõe apenas duas – enfermeiro e enfermeiro principal – englobando nesta última os enfermeiros-chefes e parte dos supervisores.


"Actualmente, para ser enfermeiro-chefe é preciso ser enfermeiro especialista numa das seis áreas previstas pela Ordem. Depois é necessário participar num concurso público, com discussão curricular. Para ser supervisor é preciso repetir estes dois passos", explica Nelson Guerra, porta-voz da comissão instaladora da Associação Portuguesa de Enfermeiros Gestores.



O responsável sublinha que "todos os actuais enfermeiros que exercem na área da gestão [chefes e supervisores] preenchem estes requisitos". A contestação aumenta de tom, pois a ministra Ana Jorge pretende incluir na categoria de enfermeiro principal apenas alguns destes profissionais. "A categoria de enfermeiro-chefe é composta por sete escalões e a dos os supervisores por seis. O que o Ministério pretende é incluir apenas os enfermeiros dos últimos dois escalões de cada categoria."



O responsável da nova associação de enfermeiros questiona a decisão de Ana Jorge em eliminar o concurso público, "passando o exercício da gestão a ser destinado apenas aos enfermeiros principais nomeados pelas administrações".



A Associação Portuguesa de Enfermeiros Gestores, em fase final de registo, acusa, por isso, o Ministério de ter iniciado uma campanha de desvalorização da carreira de enfermeiro. "A proposta é uma afronta para os enfermeiros", considera Nelson Guerra.



A nova associação de enfermeiros tem como objectivo promover junto da sociedade "o real papel de quem passa 24 horas por dia nos serviços hospitalares e centros de saúde".




SINDICATOS À ESPERA DO MINISTÉRIO



O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) aguarda pela resposta do Ministério da Saúde à proposta apresentada na última ronda negocial. Segundo Guadalupe Simões, dirigente do SEP, a discussão da revisão da carreira está em stand-by, uma vez que "já era suposto ter existido uma resposta por parte do ministério". "Até ao momento, não nos chegou qualquer informação. Contamos com ela amanhã [hoje], para podermos reunir com o ministério até quinta--feira", precisamente o dia em que se inicia uma greve da classe.



"O ministério demonstrou abertura para discutir a categoria profissional dos enfermeiros de gestão, agora aguardamos que concretize essa disponibilidade", acrescentou. Fonte do Ministério da Saúde garantiu ao CM que a resposta será enviada ainda esta semana.



REVISÃO ESTATUTÁRIA NA GAVETA



Maria Augusta de Sousa, bastonária da Ordem dos Enfermeiros, critica a demora na aprovação do projecto do decreto-lei que prevê a revisão estatutária da Ordem. "O trabalho com o Ministério da Saúde ficou concluído em Novembro, encontrando-se desde essa altura no Conselho de Ministros para ser aprovado. Este atraso é incompreensível", afirmou ao CM, explicando a urgência deste procedimento: "A revisão estatutária vai atribuir à Ordem novas ferramentas para regulamentar a certificação de competências e o início da actividade profissional autónoma."



O objectivo passa por definir um período de internato para os recém-licenciados em Enfermagem, no qual serão acompanhados por um enfermeiro experiente durante um ano. "Sem essa revisão, não podemos regulamentar estas situações."



SAIBA MAIS


CINCO CATEGORIAS
A carreira de enfermeiro está dividida em cinco categorias profissionais: enfermeiro, enfermeiro graduado, enfermeiro especialista, enfermeiro-chefe e enfermeiro-supervisor.



9000
profissionais em Portugal com competência de gestão em Enfermagem, de acordo com a Associação Portuguesa de Enfermeiros Gestores.



56 859
enfermeiros registados no País, segundo os dados da Ordem dos Enfermeiros relativos a 31 de Dezembro de 2008.



ESPECIALIDADES
Um enfermeiro pode ser especialista em seis áreas: Reabilitação; Saúde Infantil e Pediátrica; Saúde Materna e Obstetrícia; Médico-Cirurgica; Comunidade e Saúde Mental e Psiquiátrica.



André Pereira in Correio da Manha

segunda-feira, 30 de março de 2009

Balanço positivo das Jornadas de Enfermagem



A Associação para o Desenvolvimento da Enfermagem do Norte Alentejano, promoveu este fim-de-semana, no Centro de Congressos da Câmara Municipal de Portalegre, as 2ª’s Jornadas de Enfermagem do Norte Alentejano, com um programa cientifico baseado nos temas que preocupam o sector e que contaram com a presença de 350 participantes.
À Rádio Portalegre Sérgio Carvalho, director das Jornadas, fez um balanço positivo tendo em conta o número de participantes e as temáticas abordadas.



Fonte: Radio Portalegre

sábado, 28 de março de 2009

Peddy paper para pessoas com deficiência




Identificar barreiras arquitectónicas em espaços públicos e assinalar situações positivas do ponto de vista de acessibilidade para todos são objectivos de um peddy paper, a realizar em Setúbal, na próxima sexta-feira.
A iniciativa, organizada pela Comissão de Especialidade de Enfermagem de Reabilitação da Ordem dos Enfermeiros, com o apoio da Câmara Municipal, integra-se nas comemorações do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, que ocorre em 3 de Dezembro.
Como resultado da análise feita durante o peddy paper são atribuídas a organismos cartas de recomendações ou certificados de “instituição amiga de pessoas com deficiência.
O peddy paper começa às 13.30 horas e tem cinco percursos distintos. Participam outras tantas equipas constituídas, cada uma delas, por seis elementos. A iniciativa termina no Centro de Formação Profissional, com um lanche.



FONTE: O SETUBALENSE