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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Cancro do Colon do Útero

Posted on 19:49 by oncare




O que é o colo do útero?

O colo do útero é a extremidade inferior do útero, que liga o corpo do útero à vagina. O colo do útero sofre alterações ao longo da vida de uma mulher (puberdade, durante o parto, menopausa).

A área que une a região externa do colo do útero (exocolo do útero) e a porção interna (endocolo) é muito sensível. È aqui que se inicia a maior parte dos cancros do colo do útero.









O cancro do colo do útero é comum?

Na Europa*, o cancro do colo do útero sucede ao cancro da mama como a segunda causa de morte por cancro em mulheres com idades entre os 15 e 44 anos.

Na Europa, todos os dias, quarenta mulheres morrem de cancro do colo do útero.

Este número tem vindo a diminuir desde há alguns anos graças a programas de rastreio. No entanto, em França, em 2000, foram detectados 3400 novos casos.

O que causa o cancro do colo do útero?

Ao contrário de muitos outros cancros, a origem do cancro do colo do útero não é hereditária.
Este cancro é sempre causado por um vírus, o Papilomavírus Humano.

Certos tipos deste vírus são capazes de transformar as células do colo do útero, provocando lesões, que em alguns casos progridem para lesões cancerosas.

Esta progressão acontece apenas num número reduzido de casos e desenvolve-se ao longo de vários anos.

Quem pode ser afectado por este cancro?

Todas as mulheres podem ser afectadas.

40% de todos os casos de cancro do colo do útero são diagnosticados em mulheres com idades entre os 35 e os 54 anos. No entanto, foi demonstrado que a maioria das mulheres contraem o Papilomavírus na adolescência ou início da idade adulta

Cerca de 70% das mulheres e homens entrarão em contacto com o Papilomavírus durante as suas vidas. Este vírus é muito comum e é transmitido por simples contacto genital de uma pessoa para a outra.
Felizmente, a maioria das pessoas infectadas com o vírus não desenvolverão cancro porque, em 90% dos casos, o Papilomavírus é eliminado naturalmente.

O que é o Papilomavírus Humano?

Na verdade, existem mais de 100 tipos de Papilomavírus Humano.

Os Papilomavírus cutâneos são responsáveis pelas verrugas cutâneas, enquanto que os Papilomavírus das mucosas colonizam preferencialmente as membranas mucosas. Se entrarem em contacto com os órgãos genitais, os Papilomavírus podem causar várias patologias, entre as quais o cancro do colo do útero.

Nunca me vai acontecer

Estes vírus são muito contagiosos, comuns e podem ser totalmente silenciosos.

Os Papilomavírus infectam mulheres e homens, e a maioria de nós irá encontrar este vírus em algum momento das nossa vidas.

Qualquer pessoa que já tenha tido alguma forma de contacto genital com um portador de Papilomavírus genital, pode estar infectado.

Isto significa que não é necessário ter relações sexuais para haver infecção.

Um único parceiro com Papilomavírus é suficiente para se ser infectado.

Um estudo recente realizado na Europa, mostrou que 35% das jovens entre os 15 e os 17 anos estavam infectadas com Papilomavírus Humano, aumentando esta percentagem para 60% nas jovens de 19 anos de idade.

Quais as doenças causadas pelo Papilomavírus?

Apesar dos Papilomavírus serem comuns, felizmente são eliminados naturalmente em 90% dos casos. Nas situações em que tal não acontece, os Papilomavírus permanecem nas membranas mucosas, e podem causar sintomas clínicos a curto, médio e longo prazo.

Alguns tipos de Papilomavírus podem causar cancro do colo do útero, sendo o cancro o estádio final de um desenvolvimento que tem início em lesões nos tecidos.
Na maioria dos casos estas lesões regridem naturalmente, mas caso isso não aconteça ocorre uma progressão, em geral lenta, para lesões cancerosas.

O colo do útero não é a única região do aparelho genital que é sensível aos Papilomavírus. Eles podem também afectar a vulva e a vagina podendo provocar condilomas genitais e lesões semelhantes às provocadas no colo do útero, nomeadamente cancro.

Apesar de não serem cancerígenos, os condilomas genitais são difíceis de tratar e embaraçosos. Os tratamentos são dolorosos e as situações de reaparecimento são frequentes.

O cancro da vulva e da vagina é bastante mais raro do que o do colo do útero.


Como se podem diagnosticar estas doenças?

Como o cancro do colo do útero pode afectar todas as mulheres, o seu rastreio sistemático através de citologias regulares está implementado em muitos países.

A citologia consiste na recolha de uma amostra de células do colo do útero para consequente pesquisa de células com alterações. As anomalias cervicais causadas pelo Papilomavírus, que em geral não causam quaisquer sintomas na mulher, podem desta ser desta forma detectadas.

A maioria das lesões regredirá naturalmente. Dependendo do grau das lesões identificadas, o seu médico poderá optar por não intervir, mantendo sobre vigilância o seu desenvolvimento natural, ou por removê-las com tratamentos específicos.

Quais os tratamentos para estas doenças?

Não há nenhum tratamento que elimine o vírus em si.

Numa situação de cancro, os tratamentos são sempre longos e difíceis. Quer estejam envolvidos o colo do útero, a vagina ou a vulva (o cancro das duas últimas é o mais raro), se houver lesões cancerosas, o tecido com alterações é removido através de intervenção cirúrgica.

Os tratamentos para condilomas genitais consistem na remoção das lesões (por pequena cirurgia ou queimadura) e pelo uso de fármacos específicos. O tratamento da lesão é eficaz a curto prazo, mas pode ser doloroso e são comuns as situações de reaparecimento da doença.

Como me posso proteger contra estas doenças relacionadas com o Papilomavírus?

O rastreio é essencial porque detecta alterações nas células numa fase precoce, permitindo que se evite a progressão para lesões cancerosas. No entanto, o rastreio não protege contra a infecção por Papilomavírus nem contra as alterações nas células.

A origem vírica dos cancros relacionados com Papilomavírus oferece uma oportunidade de prevenção primária destas doenças e das lesões que as precedem, através de vacinação.

O rastreio continua contudo a ser necessário para vigiar o aparecimento de alterações celulares. A combinação do rastreio e da vacinação deverão maximizar a eficácia no combate ao cancro do colo do útero.

Quando deve ser feita a vacinação?

Uma vez que a infecção pelo vírus é mais frequente no início da vida sexual, a vacinação deverá ser feita de preferência em pré-adolescentes e adolescentes.

No entanto, a vacinação de mulheres jovens já exposta a um tipo de vírus permitirá a sua protecção contra tipos de Papilomavírus com os quais não tiveram contacto.
Contacte o seu médico para mais informação!

Agora é consigo!

Agora que tem toda a informação, não permita que o cancro decida o seu futuro, ou o da sua melhor amiga, da sua prima, da sua irmã ou da sua filha...

Passe a palavra.

Diga-lhes que o cancro do colo do útero pode afectar todas as mulheres, que é causado pelo Papilomavírus, um vírus muito comum, e que a prevenção existe!
Liga Portuguesa contra o Cancro

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